FIFE FANCY

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sábado, 27 de março de 2010

Origem Das Aves...

A origem das aves ainda é um tema polémico.

A maioria dos biólogos acredita que as aves evoluíram dos dinossauros predatórios de duas pernas, uma teoria que é sustentada por diversas descobertas de fósseis nos últimos 150 anos.
A descoberta do Archaeopteryx, em particular, convenceu muita gente de que os dinossauros são a origem das aves modernas. Encontrado na Alemanha em 1860, o Archaeopteryx é uma das descobertas de fósseis mais importantes e comentadas.
Os espécimes encontrados até agora parecem ser do período Jurássico, de cerca de 150 milhões de anos atrás, e forneceram a primeira prova de uma criatura que apresentava características comuns a dinossauros e aves.
Dentadura completa, uma cauda longa e ossuda e três garras em cada asa demonstram sua relação com os antigos lagartões.
Também têm penas e um esterno parecido com a fúrcula (o osso da sorte) dos pássaros modernos.
A compreensão sobre a evolução das aves está sempre mudando com aparecimento de mais fósseis.
Outros animais semelhantes às aves, do mesmo período, foram encontrados na China, e fósseis de aves de outras linhagens foram encontrados na Ásia, Europa, América do Norte e do Sul.
Nem todos os cientistas concordam com a teoria dos dinossauros.
Alguns biólogos acreditam que as aves evoluíram muito antes do Archaeopteryx na mesma época dos primeiros dinossauros, provavelmente ancestrais répteis de quatro patas.
De acordo com esta teoria, muitas espécies de aves surgiram e então se tornaram extintas junto com os dinossauros.
Entretanto, elas evoluíram, se transformando em um dos grupos de animais mais variados do planeta.
Actualmente há mais de 9.700 espécies de aves conhecidas, ocupando todo nicho ecológico e habitat possível."

domingo, 21 de março de 2010

Como Faz A Ave Sua Digestão???

DIGESTÃO NAS AVES

A anatomia do canal alimentar das aves é notavelmente diferente da dos mamíferos na área da boca, na presença de um papo no esôfago e na existência de um estômago muscular ou moela. A boca e a faringe não são bem delimitadas na ave e, na maioria das espécies, não há palato mole. O palato duro comunica-se com as cavidades nasais.
Os dentes estão ausentes e suas funções são realizadas pelo bico córneo e pela moela, havendo uma grande variedade de adaptações do bico e da língua. As glândulas salivares e papilas gustativas estão presentes, em localização e número variáveis.
As dimensões do trato digestivo variam consideravelmente entre as espécies, dependendo dos hábitos alimentares.
Nos galináceos adultos, o comprimento de todo trato pode ser de 210 cm ou mais. Em geral, o esófago das aves é comparativamente longo e de maior diâmetro, sendo mais largo nas espécies que deglutem pedaços maiores de alimento. Uma dilatação do esófago, o papo, está presente na maioria das espécies, embora ausente em algumas espécies.
A forma do papo pode variar de uma simples dilatação do esôfago até um ou mais sacos para fora do esófago. O estômago glandular ou pró-ventrículo das aves funciona primordialmente na secreção, embora também possa ter uma função de armazenamento nas aves que não têm papo e em algumas espécies que se alimentam de peixes.
O estômago muscular é altamente especializado para a trituração naquelas espécies que ingerem alimentos duros, ou para misturar as secreções digestivas com o alimento, nas espécies carnívoras. Na maioria das espécies, o estômago muscular compõe-se de dois pares musculares denominados músculos intermediários e músculos laterais ou, mais recentemente, conhecidos como músculos pares grosso e fino. Esses músculos não estão presentes na maioria das aves carnívoras.
O intestino delgado das aves tem um duodeno semelhante à dos mamíferos, mas além do duodeno não existem áreas delimitadas como o jejuno e o íleo dos mamíferos.
O vestígio do saco vitelínico (divertículo de Meckel) pode ser encontrado mais ou menos na metade do intestino delgado. O intestino delgado é muito mais longo nas aves herbívoras do que nas carnívoras. A mucosa do intestino delgado é semelhante a dos mamíferos, excepto que as vilosidades geralmente são mais altas, mais delgadas e mais numerosas nas aves.
Localizado na junção dos intestinos grosso e delgado estão os cecos que, nas aves, em geral são em número par, ao contrário dos mamíferos. Suas dimensões são influenciadas pelos hábitos alimentares e eles não estão presentes em todas as espécies. O intestino grosso das aves é relativamente curto e não é bem demarcado em reto e cólon, como nos mamíferos.
Outro órgão concernente à digestão é o fígado, que é bilobado e relativamente grande na maioria das aves; o ducto hepático esquerdo comunica-se directamente com o duodeno, enquanto o ducto direito envia um ramo para a vesícula biliar, ou pode dilatar-se localmente como uma vesícula biliar.
A vesícula biliar está presente na galinha, pato e ganso, mas algumas outras espécies, como o pombo, não têm vesícula biliar.
 Ela dá origem aos ductos biliares que se esvaziam no duodeno, próximo a alça distal. O pâncreas fica na alça duodenal. Ele consiste, no mínimo, em três lobos e suas secreções atingem o duodeno através de três ductos.
Papo ou inglúvio: dilatação do esófago das aves, cuja função é a de armazenar o alimento durante algum tempo, antes de ser digerido.
Não tem função na digestão do alimento, pois não produz enzimas digestivas. O seu grau de desenvolvimento varia nas diferentes espécies de aves; é mais desenvolvido nas espécies que se alimentam de grãos e menos, ou inexistente, nas espécies que se alimentam de peixes (v. leite-do-papo).

Sistema Digestivo

É do tipo completo. As aves possuem bico e língua córneas; não há dentes. As aves granívoras (que se alimentam de grãos) apresentam moela e papo, que são pouco desenvolvidos ou mesmo ausentes nas aves carnívoras e frugívoras (aqueles que se alimentam de carnes e frutas). No papo o alimento é amolecido.
Daí o alimento vai para o proventrículo (estômago químico), passando a seguir para a moela (estômago mecânico), que é muito musculosa e substitui a falta de dentes nas aves. Após a trituração, o alimento dirige-se para o intestino delgado, onde ocorre a absorção dos produtos úteis, sendo o restante eliminado através da cloaca.
A cloaca é uma bolsa onde são lançadas as fezes, a urina e os gâmetas. Como glândulas anexas ao sistema digestivo, existe no fígado e o pâncreas. Obs : o "leite-de-pomba" é uma secreção Láctea produzida pelo papo da ave adulta para a nutrição dos recém-nascidos.
Como todos os pombos, ela alimenta seus filhotes com "leite de pombo", uma substância espessa parecida com coalhada, secretada no papo do pai e depois regurgitada.
Os filhotes são alimentados com "leite de pomba", feito de células que se formam dentro da mandíbula inferior da fêmea.
Leite de papo ou "leite de pombo" –
Existem aves que produzem uma secreção nutritiva por ocasião da reprodução com finalidade de alimentar os filhotes. Trata-se de uma descamação da mucosa do órgão e foi denominada leite de papo.
Tal produto é estimulado pela prolactina (hipofisária) e tal produto serve para ser regurgitado no bico dos filhotes enquanto não podem deixar os ninhos em busca de alimento. O leite de papo apresenta cerca de 12,5% de proteína ; 8,6% de lípidos; 1,4% de minerais e o restante está representado pela água.

sexta-feira, 19 de março de 2010

TABELA DE ANILHA POR TIPO DE AVE


TABELA DE ANILHAS POR TIPO DE AVE
Faça click para aumentar imagem...

RESPIRAÇÃO NAS AVES

RESPIRAÇÃO NAS AVES COMO FUNCIONA???


O sistema respiratório das aves tem pulmões rígidos de volume fixo e sacos aéreos complacentes. Os pulmões atuamcomo um local de trocas gasosas do sistema respiratório.
Sacos aéreos grandes de paredes finas originam-se de alguns brônquios secundários.
Um grupo cranial (sacos aéreos cervicais, clavicular e torácicos craniais) conecta-se aos brônquios secundários médio-ventrais; um grupo caudal (sacos aéreos torácicos caudais e abdominais) conecta-se aos brônquios secundários látero-ventrais e médio-dorsais e aos brônquios primários intrapulmonares. Todos os sacos aéreos são pares, exceto o clavicular; nas galinhas, patos, pombos e perus, há um total de nove sacos aéreos.
Os divertículos surgem de muitos sacos aéreos e penetram em alguns ossos.
Embora a maioria dos ossos em algumas aves sejam pneumáticos (mesmo os ossos do crânio e falanges distais no pelicano), o osso pneumático mais importante nas espécies domésticas é o úmero.
 O divertículo supra-umeral do saco aéreo clavicular estende-se dentro desse osso, e é possível para a ave ventilar seu pulmão através de um úmero quebrado. O volume de gás nos sacos aéreos é aproximadamente 10 vezes maior do que o dos pulmões, com o volume do sistema respiratório total atingindo 500 ml em galos grandes.
 Praticamente não ocorrem trocas gasosas nas paredes dos sacos aéreos.
As modificações do volume corporal são causadas por contracção dos músculos inspiratório e expiatórios, ambos activos e igualmente importantes (mesmo na ventilação em repouso).
As aves, ao contrário dos mamíferos, não possuem diafragma e os músculos esqueléticos da parede corporal fornecem energia para a modificação do volume do corpo. O volume corporal aumenta durante a inspiração por causa do movimento ventro-cranial do esterno e lateral das costelas.
O complexo esterno-coracóide fixa-se a espádua e a ponta do esterno desloca-se em arco, enquanto a ave respira.
Durante a inspiração, o volume corporal (torácico e abdominal) aumenta, o que diminui a pressão nos sacos aéreos em relação à da atmosfera e o gás desloca-se através dos pulmões para dentro dos sacos aéreos. Ao contrário, durante a expiração, o volume corporal diminui, a pressão nos sacos aéreos aumenta em relação à da atmosfera e o gás é forçado para fora dos sacos aéreos e de volta, através dos pulmões, para o meio ambiente.



Assim, o gás flui através dos pulmões da ave durante ambas as fases do ciclo respiratório.
O sistema de controle ventilatório actua no ajuste da quantidade e padrão ventilatório para adquirir uma constância relativa dos gases no sangue arterial em condições de repouso. Essa função parece ser exercida por influência de muitos impulsos de entrada aferentes, vindos tanto dos receptores periféricos como centrais, no oscilador respiratório central que, por sua vez, controla os neurónios motores que inervam os músculos respiratórios.
Durante o stress pelo calor em aves, a frequência respiratória aumenta de maneira acentuada, à medida que o volume respiratório diminui e, finalmente, ocorre polipnéia. A ventilação total em tais condições pode aumentar seis a sete vezes.
É espantoso o fato de que, em algumas aves (avestruz, galinha mestiça, perdiz, cegonha, marreco-de-pequim, pombo), essa acentuada alteração na ventilação total resulta em alteração nos gases e no pH do sangue arterial. Em algumas aves (galinha), a ventilação aumenta de forma acentuada durante a polipnéia, resultando em severa hipocapnia ealcalose.
As razões para as diferenças entre as espécies são desconhecidas.
O agrupamento neuronal respiratório, responsável pela acção rítmica dos músculos respiratórios, está no tronco cerebral, provavelmente na região da ponte e parte rostral do bulbo.
Devido à necessidade de um movimento ventro-cranial do esterno para que a ave modifique seu volume corporal no processo de movimentar os gases através dos pulmões, deve-se ser extremamente cauteloso para não conter uma ave de maneira que o movimento esternal seja impedido, ou ela não poderá ventilar seus pulmões adequadamente.
O controle da respiração parece estar directamente envolvido no grau de calcificação da casca do ovo. Sob condições de hiperventilação, como frequentemente acontece no stress pelo calor, são formados ovos de casca fina.
Durante procedimentos cirúrgicos em que a cavidade toracoabdominal é aberta (castração de frangos), os sacos aéreos são rompidos e a capacidade da ave para ventilar seus pulmões pode ficar seriamente comprometida.
 As aves têm um fator de segurança muito baixo para a maioria dos anestésicos e é fácil induzir parada respiratória.
Quando isto acontece, os pulmões podem ser artificialmente ventilados por delicada acção de bombeamento sobre o esterno, comprimindo e expandindo assim a cavidade toracoabdominal.
 O gás, então, irá deslocar-se através dos pulmões e as trocas gasosas poderão ocorrer até que a concentração do agente anestésico diminua e a respiração espontânea.

terça-feira, 9 de março de 2010

A HISTÓRIA DO CANÁRIO ARLQUIM PORTUGUÊS

A História do Canário Arlequim Português

Origens da raça:


O actual canário Arlequim Português é o resultado do melhoramento por selecção dos antigos canários variegados, que desde há muitas décadas são criados e comercializados em Portugal.
O canário silvestre ancestral, espécie indigena dos arquipélagos portugueses da Madeira e dos Açores, foi desde o século XV trazido para Portugal continental em grandes quantidades, inicialmente destinados às casas nobres e posteriormente divulgados e criados por artesãos e camponeses.
Antes da fixação, por selecção, das actuais variedades totalmente lipocrómicas, existiu uma mutação que, inibindo a melanina parcialmente em certas zonas do corpo (acianismo parcial), conduziu ao aparecimento dos primeiros canários variegados.
 Os antigos canários malhados, resultantes desta mutação original, coexistiram desde sempre em Portugal com as actuais variedades homologadas, sendo criados por muitos aficionados devido às suas caracteristicas de grande beleza e rusticidade.
 A rusticidade deste canário, motivada pela grande variabilidade genética, é aliás uma das caracteristicas que o tornam tão popular.
Mais recentemente apareceram alguns exemplares com factor vermelho e de poupa o que levou os criadores destes populares canários variegados a procederem à fixação do factor poupa, criando assim a base fenótipica de uma nova variedade de porte.
A criação selectiva entretanto efectuada, por iniciativa do Prof. Armando Moreno e de um grupo restrito de criadores, sobretudo a partir da década de 80, veio a tornar este canário mais longo, esguio e de cabeça mais estreita, mantendo a original poupa em tricórnio e a cor variegada com factor vermelho mosaico, destacando-se claramente do vulgar canário de cor, caracteristicas que marcam actualmente o Arlequim Português,.
O standard da raça, entretanto definido pelos seus promotores, veio a contribuir para a evolução no sentido da uniformização e fixação genética das várias caracteristicas.


O reconhecimento nacional

O Arlequim Português foi apresentado pela primeira vez numa exposição regional, da Associação dos Avicultores de Portugal em Lisboa, em 1997.
Em 1998 o Clube do Canário Arlequim Português solicitou a aprovação da raça tendo o dossier técnico, completo e pormenorizado, do Arlequim Português sido apresentado ao Colégio Português de Juízes de Ornitofilia-CPJO, que apreciou também diversos exemplares de vários criadores entretanto apresentados extraconcurso nesse ano .
No ano seguinte, em 28 de Junho de 1999, após estudo e aceso debate e apreciação de diversos exemplares de poupa e sem poupa, individuais e equipas, a Comissão Técnica de Porte do Colégio Português de Juízes aprovou por unanimidade analisar esta candidatura de homologação, apreciando a raça extraconcurso no maior nº de exposições regionais possível, e obrigatóriamente nos campeonatos nacionais, durante um período experimental de 2 anos -1999 e 2000.
Nesta apreciação e julgamento extraconcurso deveriam estar presentes, no minimo, 2 equipas de aves (com poupa e sem poupa), 7 individuais com poupa e 7 individuais sem poupa.
As aves julgadas, obrigatóriamente por 2 juízes de porte, deveriam possuir no minimo 87% das caracteristicas exigidas e definidas no standard da raça constante do dossier técnico apresentado para que a raça fosse definitivamente aceite em Portugal.
Decorridos os 2 anos de apreciação, reuniu de novo a Assembleia Geral Ordinária da Comissão Técnica de Porte do CPJO, tendo sido apresentados e discutidos os resultados obtidos nos 2 anos de apreciação.
Nesta Assembleia, realizada no decurso do 56º Campeonato Nacional de Ornitologia de Peniche, em Dezembro de 2000, foi definitivamente aprovada e homologada em Portugal a raça Arlequim Português, classificada como raça de porte de plumagem lisa e de poupa.
Esta raça passou a ser incluída nas classes E63 a E64, individuais e por equipas, e tem vindo a ser apresentada oficial e regularmente em diversas exposições regionais e em todos os Campeonatos nacionais, com um elevado número de exemplares e classificações suficientes.

O RECONHECIMENTO MUNDIAL

E foi no passado dia 18 de Janeiro de 2010, é um dia histórico para a Ornitologia Nacional.
 Finalmente Portugal, pioneiro na introdução do Canário na Europa tem uma raça de canários "O ARLEQUIM PORTUGUÊS", reconhecida a nível Mundial.


STANDARD ARLEQUIM PORTUGUÊS



Jamais alguém poderá dizer que o nosso Canário não é uma raça, "uma raça diferente", porque sempre o foi, afinal é Portuguesa, e será sempre motivo do nosso orgulho.

A Luminosidade No Canaril..

A Luminosidade
"A Luminosidade é um dos factores a ter em conta no seu canaril".

Na natureza as aves são influenciadas pela luz solar e em cativeiro essa influência também existe obviamente.
Sendo assim, caso o canaril não tenha luz natural suficiente, teremos que lhe fornecer luz artificial.
Em período de reprodução, devemos proporcionar no mínimo 12 horas de luz, para que as crias sejam bem alimentadas.
No final da criação e com o inicio da muda, devemos então começar a reduzir o número de horas diárias, devendo essa redução ser progressiva.
Uma dica será ir acompanhando a redução natural que os dias irão sofrendo e lá para finais de outubro, já deveremos estar a desligar a luz, por volta das 19 horas, e não reduziremos mais esse valor.
As aves ficam então com um número de horas fixas até inícios de Janeiro, sensivelmente, que é quando começaremos novamente a aumentar o número de horas de luz, até que atinjamos as 12 horas de luz diárias, que como já referi são o mínimo que devemos proporcionar na época reprodutiva.
Quando atingirmos esse número de horas, os canários já estarão preparados e poderão então criar.
Obviamente que esse aumento, deverá ser acompanhado pelos respectivos tratamentos e pequenas "correcções" de alimentação, com vista à prepraração para a época reprodutiva.
De referir que os meses em que devemos parar de aumentar ou reduzir a luz, variarão consoante os meses em que o criador deseje criar e será portanto uma questão de fazer os cálculos e verificar quando deverá começar a aumentar o número de horas.
O aumento do número de horas deve ser gradual e então todos os dias, o normalmente se faz é “amanhecer” 3 minutos mais cedo e anoitecer outros 3 minutos mais tarde, podemos fazer isto caso tenhamos um programador para tal, ou então manualmente.
Não esquecer também que as luzes não devem ser desligadas subitamente e caso não tenhamos um controlador para simular o anoitecer e amanhecer, teremos que ter uma luz mais fraca( de presença), a qual ficará acesa durante uns 15 minutos após termos apagado a luz “normal”.
Relativamente ao tipo de lâmpadas que devemos usar, existem lâmpadas elaboradas exclusivamente para aves e que imitam a luz solar, no que respeita à radiação e ao comprimento de onda, o que traz vantagens obviamente.
Podemos também usar lâmpadas do tipo das que se usam nos aquários, ou para répteis, pois são lâmpadas desenvolvidas para animais e não são incomodativas nem ferem a vista das aves.
Caso não consigam adquirir uma dessas lâmpadas, tentem escolher uma que não seja muito intensa e incomodativa, dentro das habituais lâmpadas que temos para uso humano, contudo esta não é a solução ideal.
Para os criadores que usem a luz solar, devem ter o cuidado que ela não incida directamente nos pássaros, pois isso é prejudicial.
A luz solar tem benefícios para os pássaros e podemos dar lhe “banhos” de sol, mas não devemos deixar que uma ave fique a torrar o dia todo. Além disso, na muda, se as aves tiverem luz directa, podem tornar-se agressivas e não conseguem ter o repouso que deveriam ter, nessa fase."

segunda-feira, 8 de março de 2010

Temperatura No Canaril...

Temperatura

"Os canários são sensíveis à temperatura, especialmente nas mudanças bruscas de temperaturas".


Se possível devemos controlar a temperatura no canaril, contudo os canários suportam relativamente bem o frio e mesmo nas regiões mais frias a temperatura interior num canaril sem aquecimento nunca é muito baixa, sendo razoavelmente bem tolerada pelos canários.
Se a nossa região for muito fria, podemos aumentar um pouco o fornecimento de sementes gordas, uma vez que os canários irão ter mais dispêndio de energia por causa do frio.
Temperaturas muito altas não são benéficas, especialmente se estivermos em período de criação.
Temperaturas altas normalmente encontram-se associadas a baixa humidade, o que provoca dificuldade de eclosão. ( Ver Humidade )
Temperaturas altas e níveis de humidade também altos, são menos frequentes e são de todo a evitar, pois são um autêntico chamariz de bactérias e fungos.

Com este tipo de ambiente a sua proliferação é muito rápida e senão tomar-mos várias precauções facilmente esses “bichinhos” incomodarão as nossas aves, provocando graves problemas de saúde que no caso de não serem rapidamente diagnosticados, podem levar à morte, em especial de crias.
Temperaturas entre 12 a 20 graus são as ideais para que os canários se sintam bem e procriem.

domingo, 7 de março de 2010

Humidade No Canaril...

Humidade

"Um dos principais factores dentro de um canaril é o seu nível de humidade, este nível de humidade varia de canaril para canaril, consoante a zona em que esta instalado e do seu próprio microclima.
O intervalo ideal que deve existir dentro do canaril em termos de humidade é de 50% a 70%, durante todo o ano se possível.
Pois se a humidade for excessiva é prejudicial, também o ar demasiado seco tem alguns efeitos negativos.

 O que podera acontecer se houver Excesso de humidade:

- É no Inverno que verificamos o excesso de humidade que aliado ao tempo frio provoca vários problemas respiratórios.
- É nessa altura que aves mais senciveis acabam por morrer.
- O ambiente com mais humidade torna-se mais frio e se as Canárias estiverem em postura, podem acontecer distúrbios de postura e ovos atravessado.
- Excesso de humidade deteriora mais facilmente os alimentos, aparecendo bolores e fungos.
- Julgo ser um utensílio fundamental num canaril um desumidificador para que o nível de humidade se mantenha no intervalo ideal.

O que podera acontecer se a Humidade reduzida:


- O ambiente demasiado seco no canaril em época de criação, pode-se verificar uma dificuldade de eclosão dos ovos e morte embrionária, pelo que é conveniente em ambientes demasiado secos 1 a 2 dias antes dos nascimentos borrifar os ovos.
- Também na muda o ar demasiado seco, não é ideal pois nascimento das novas penas requerem também alguma humidade para se desenvolverem brilhantes e sedosas, o banho nesta altura é fundamental para ajudar a ave nesta fase importante e sensível da vida da ave.
- Quando tivermos uma humidade demasiado baixa se possível utilizar um humidificador, pois na altura de calor mais humidade refresca o ar."

sábado, 6 de março de 2010

Alguns problemas que surgem na Criação....

Alguns Problemas com as posturas das Canárias e com seus ovos....


Ovos de Casca Mole....

Algumas fêmeas de aves podem colocar ovos com a casca mole.
Se isto ocorrer apenas com um ou alguns ovos, o problema será devido à carência de minerais, principalmente de cálcio.
Dê suplemento mineral indicado pelo veterinário.
Se todos os ovos colocados pela fêmea forem de casca mole, é sinal de distúrbio hormonal.
Neste caso, o tratamento nem sempre é eficiente, pela dificuldade de detecção da hormona causadora.

Ovo Atravessado..

Qualquer criador deve estar preparado para, mais cedo ou mais tarde, enfrentar este problema nas suas aves.
A fêmea, quando está prestes a pôr ou algumas vezes no meio da postura, amanhece toda arrepiada quieta no chão ou no ninho, os olhos semicerrados.
Apalpando suavemente a região do abdómen, perto da cloaca, pode-se perceber o ovo como que atravessado.
Infecções do oviduto, deficiências de minerais que impedem a perfeita calcificação do ovo, ovos anormais, problemas hormonais e com a hormona que estimula as contrações musculares do oviduto, obesidade, fêmea muito jovem, fraqueza, são as causas principais do ovo atravessado.
Pegue a canária e passe azeite de oliva ou óleo morno, na região da cloaca; massageie o local, segure a fêmea na mão, mantendo-a de costas, com o abdómen virado para cima.
Com o dedo indicador e polegar, localize o ovo e faça pressão suavemente e massageie de forma a induzir a parte rombuda do ovo para a cloaca.
É preciso ter cuidado e paciência para que o ovo não parta, não tente partir o ovo pois pode perfurar o oviduto.
Segure a ave na mão em cima de uma vasilha com água quente, sendo que a fêmea deverá receber apenas o vapor d'água.

Ovos "Claros"..

O que fazer com os ovos claros?
É normalmente por volta do sexto dia que o criador observa se os ovos estão fecundados.
Quando não estão, são chamados de "claros". Deve-se então retirá-los?
Sim, se todos estiverem claros.
A fêmea fará então uma outra postura: postura de substituição.
Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste por uma incubação inútil e também se ganha-se tempo.

É interessante que o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros.
Podem servir para um outro ninho.
Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada pouco abundante de pequenos pássaros.
O ovo claro evita que os filhotes novos sejam esmagados acidentalmente.
Num ninho, vazio, o ovo claro pode estimular a postura ou, como se verá, constatando-se se um casal não come os ovos.
Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros fecundados, deve-se então deixá-lo.


Ovo rachado e ovo furado.

Se um ovo acidentalmente rachado, é possível conservá-lo usando-se cola ou gesso com um pincel.
Geralmente, porém, este ovo gera pela contaminação com micróbios.
Quando um ovo está furado, isto geralmente acontece devido às unhas muito pontiagudas dos pais.
Esse ovo não se desenvolverá.
É muito raro que o ovo seja furado por uma bicada; o furo seria muito maior e, frequentemente, quando isso ocorre, o ovo é comido pelos pais.
É necessário observar para que as unhas não fiquem afiadas e, se necessário, deve-se cortar suas pontas com tesoura.

A experiência tem mostrado que a fêmea move os ovos regularmente, isso pode ser verificado pela marcação suave com um lápis.
Deslocando-se os ovos ela permite uma incubação regular: os ovos situados na periferia recebem menos calor que aqueles do centro do ninho o que poderia acarretar uma demora no seu desenvolvimento.
A fêmea muda então os ovos do centro para a periferia e vice-versa.
Alguns casais de aves parecem poder avaliar o grau de desenvolvimento do embrião, seja pelo equilíbrio do ovo, seja pelos primeiros gritos dos filhotes prestes a nascerem.

Os recém-nascidos jogados para fora do ninho...

A eclosão geralmente ocorre pela manhã e é quando o criador encontra 1 ou 2 filhotes fora do ninho, já frios.
Se eles ainda se movem, pode-se aquecê-los com um bafejo antes de retorná-los ao ninho.
Porém deve-se ter mais atenção e revê-los sempre, pois correm o risco de serem novamente jogados para fora.

Aí surge uma dúvida; foi acidente ou foi ato voluntário?

A confirmação do acto voluntário é dada por pequenas feridas produzidas pelo bico do pai que expulsou os filhotes, geralmente causadas numa pata ou asa do filhote.
Quando isso acontece, pode-se colocar os filhotes no ninho de um outro casal, onde geralmente são bem acolhidos quando nesse novo ninho existem filhotes de idade semelhante.
Se os filhotes são recolocados com a mãe, é conveniente retirar-se o macho.
Geralmente o macho é o culpado.
Para ele, os filhotes no meio dos ovos não eclodidos são tomados como intrusos ou corpos estranhos que precisam ser retirados. Durante a incubação e na semana subsequente os pais vigiam atentamente a limpeza do ninho.
É raro que todos os filhotes sejam expulsos; eles não o são quando fica ainda um ou dois ovos no ninho, após sua eclosão.

O número ótimo de filhotes...

Quando existem muitos filhotes num ninho raramente eles se desenvolvem convenientemente.
Frequentemente um fica mais atrasado, seja o último a nascer, seja uma mutante.
Toda a ninhada pode ter seu desenvolvimento retardado porque os pais não conseguem satisfazer a todos os filhotes.
Ao contrário, se a ninhada é de apenas um filhote, ela arrisca ser abandonada pelos pais quando desejam recomeçar uma nova ninhada.
Existe um número ótimo de filhotes.
Ele depende das aves.
Para os canários e pequenos exóticos é de três filhotes, raramente quatro.
Dessa forma tem-se maiores possibilidades de obter-se pássaros grandes.
A procura dos filhotes pelo alimento é muito importante para estimular os pais, mas não deve ser excessiva e, por conseguinte, para que todos os filhotes sejam bem nutridos.
É interessante que o criador equilibre as ninhadas, às vezes removendo um ou dois filhotes.
Se eles não estiverem anilhados, pode-se marcá-los com um hidrocor.
Quando começarem a emplumar fica fácil de identificá-los e, assim, colocar a anilha.
Salvo quando houver necessidade, não se deve provocar a saída dos filhotes do ninho.
É preciso que saíam por si sós.
Se forçarmos a saída deles, ficarão mais selvagens, mais tímidos.
Ficando mais tempo no ninho, sentem-se mais seguros.
É possível que anomalias de comportamento sejam provenientes de uma "má saída" do ninho. "


sexta-feira, 5 de março de 2010

Diarreia nos Canários

"Um Caso a Ter em ATENÇÃO"

A Diarreia nos canários
A diarréia é um aumento no teor hídrico da porção fecal dos excrementos. A área pericloacal, a área que circunda o ânus, fica freqüentemente suja com fe zes acumuladas nas penas e na pele. As fezes podem conter bolhas, sangue ou muco e podem ficar fétidas. Em muitos casos, o proprietário da ave acredita que a ave apresenta uma diarréia quando na verdade apresenta uma poliúria (um au mento na urina nos excrementos).

Diagnósticos Diferenciais para· Diarréia
1. Infecciosos :

a) Bacterianos: bactérias Gram-negativas (Borrelia, Campylobacter, Citrobacter, Escherichia coli, Pasteurella, Salmonella, Yersinia, outras), bactérias Gram-positi vas (Clostridium, megabactérias, Mycobacterium, Streptococcus, outras).
b) Clamidiais: Chlamydia psittaci.
c) Micoplasmáticos: Mycoplasma.
d) Virais: adenovirose, astrovirose, calicivirose, coronavirose, enterite viral dos patos, enterovirose, hepatite com corpúsculos de inclusão dos pom bos (herpesvirose), influenza, doença de Marek, ortovirose, doença de Pacheco, parvovirose, poliomavirose, paramixoviroses 1, 3 e 5 (incluindo a doença de Newcastle) , OBPP, reovirose, rotavirose, doença causada por um agente semelhante a um togavírus, retrovirose (grupo leucosel sarcoma).
e) Fúngicos: Candida.
f) Parasitários: ascarídeos, Atoxoplasma, Capillaria, coccídios, Cochlosoma, Cryptosporidium, fascíolas, Giardia, Hexamita, Histomonas, Microsporum, Sarcocystis, solitárias, Toxoplasma, Trichomonas.

2. Metabólicos: hepatopatias. (Iipidose, hepatite), nefropatias, pancreatite, in suficiência pancreática.

3. Nutricionais: alteração dietética, malnutrição crônica, alimentos com baixo teor em fibras ou alto em gor duras, teor hídrico alto na dieta (fru tas, legumes e verduras).

4. Tóxicos: carbamatos, chocolate, colecalciferol, chumbo, nicotina, nitratos, organofosforados, sal, xampus, zinco.

5. Físicos: obstrução gastrointestinal, corpo estranho, hérnia abdominal, fecálitos, impactação com areia, pos tura de ovos iminente, atravessamento de oval peritonite.

6. Comportamentais: estresse.

7. Neoplásicos: papiloma cloacal.

8. Latrogênicos: antibióticos.

9. Não classificados: síndrome hemorrágica das ararinhas.

Sinais

As causas comuns de diarréia nos psitaciformes incluem clamidiose, ente ri te bacteriana, toxicose por chumbo ou zinco, ascarídeos e hepatopatias e, no caso das cacatuas e dos papagaios cinzen tos africanos importados, as fascíolas.

A doença de Pacheco, poliomavirose, reovirose e candidíase também constituem causas razoavel mente comuns nos psitaciformes.

Os canários e os passeriformes apresen tam comumente diarréia como resul tado de enterite bacteriana ou de coccidiose. A diarréia nos mainás e nos tucanos resulta comumente de hemocromatose, enterite bacteriana ou coccidiose. Os coccídios constitu em uma causa importante de diarréia nos pombos e nas aves de quintal.

As causas comuns de diarréia em aves jovens incluem enterite bacteriana, candidíase, poliomavirose e corpos estranhos gastrointestinais. Em geral, as aves jovens exibem sinais de infecção mais severos no caso de doenças parasitárias e virais.

As aves isoladas e as de coleções fechadas ficam comumente doentes devido a enterite bacteriana, toxicoses, hepatopatias, doenças nutricionais, neoplasias, candidíase e corpos estra nhos. Também se observam doenças bacterianas e virais crônicas (por exemplo, clamidiose, micobacteriose) e doenças com estados portadores.

As aves recém-expostas a outras aves ficam comumente doentes como resultado de doenças infecciosas, incluindo doenças bacterianas, virais e parasitárias. Isto resulta de um estresse e de uma exposição a uma doença infecciosa. As enfermidades que ocorrem em aves isoladas tam bém ocorrem em situações de grupo.
As más técnicas de manejo, tais como a falta de procedimentos de qua rentena, a compra de aves a partir de fon tes não familiarizadas e a má higiene, aumentam o alastramento das doenças infecciosas. As dietas deficientes podem aumentar a suscetibilidade a doenças.
Suspeitam-se de etiologias infecciosas e tóxicas quando muitas aves são afetadas.
A anamnese dietética importan te para uma ave com diarréia inclui o tipo da dieta, seu frescor.

As dietas com baixo teor em fibras, os alimentos ricos em gorduras e as dietas com um teor hídrico alto, por exemplo, abundância de frutas, legumes e ver duras, resultarão em fezes líquidas. O acesso irrestrito a areia pode resultar em uma impactação com areia.

Os ali­mentos embolorados ou anteriormen te afetados podem conter micotoxinas que podem causar hepatopatias. As di etasricas em gorduras (por exemplo, rações de sementes) e as dietas não balanceadas (deficientes em biotina, colina e metionina) podem levar a uma lipidose hepática.
Os fatores ambientais importantes incluem o acesso a toxinas poten ciais, higiene e a exposição a aves sil­vestres ou a vetores patológicos.
Porém em caso de diarréia, pro cure assistência veterinária, especializada em Aves, para um diagnóstico eficaz.

quinta-feira, 4 de março de 2010

......BOA CRIAÇÃO 2010 PARA TODOS......
EM BREVE FOTOS DAS 1º CRIAS (ESPERO)
14 CASAIS DE FIFE FANCY
2 CASAIS ASA CINZA AMARELO MOSAICO

ANATOMIA DAS AVES


ANATOMIA DAS AVES

As aves que voam têm o corpo muito leve, inclusive porque seus ossos são ocos, em algumas partes internas os ossos possuem nervuras, como as de uma asa de avião, para torná-los mais fortes.
O esqueleto de uma Águia calva, por exemplo, não pesa mais do que 300 gramas.
Alguns ossos são soldados, isto é, ligados uns aos outros, de maneira a dar uma estrutura mais compacta a ave.
O osso do peito é adaptado em forma de quilha, como a de um barco, e é chamado de carena, servindo com suporte para a musculatura peitoral.
Na boca das aves não há dentes, mas um bico que é adaptado ao tipo de alimentação mais comum de cada espécie. À boca, segue-se a faringe e no esôfago é encontrada uma bolsa chamada papo.
Nele o alimento vai sendo amolecido para depois avançar até o estômago químico, que solta enzimas digestivas para que se inicie o processo de digestão.
Depois, o alimento passa para o estômago mecânico, chamado moela, que tem uma forte musculatura para amassar o alimento.
Seu tubo digestivo termina então na cloaca, que além de ser órgão digestivo, é também órgão reprodutivo das aves.
O esqueleto das aves é peculiar.
Os ossos são leves nas aves voadoras, sendo que os maiores apresentam cavidades pneumáticas conectadas ao sistema respiratório.
Toda esta adaptação diminui o peso específico das aves, facilitando o vôo.
A maioria dos ossos do crânio estão fundidos e as maxilas estão alongadas, sustentando o bico córneo. O crânio articula-se com a primeira vértebra cervical por um único côndilo occiptal, e a coluna vertebral apresenta um número de vértebras cervicais muito maior do que em qualquer outro grupo.
Estas vértebras são muito flexíveis pois suas superfícies de articulação são em forma de sela (vértebras heterocélicas). O esterno na maioria das aves alarga-se e forma uma quilha aumentando a superfície para a fixação dos músculos necessários ao vôo.
O esqueleto é leve.
O crânio articula-se por um único côndilo occipital com a primeira vértebra cervical.
Extensões dos pulmões formam sacos aéreos, que penetram nos ossos das asas e nos outros ossos compactos e entre os diversos órgãos do corpo. O número de vértebras cervicais varia de 8, nas aves canoras, a 23, nos cisnes.
A pelve é achatada.
O esterno (exceto nas ratites) encontra-se munido de uma potente crista em forma de quilha (carena), onde se inserem os músculos das asas. Os coracoideus são muito desenvolvidos.
As clavículas, unidas pela interclavícula, formam a fúrcula ou toracal. Os dedos I a III fazem parte da asa, mas o I, ou polegar, encontra-se separado dos outros dedos e constitui a asa bastarda.
O metatarso e os elementos distais do tarso formam o tarso-metatarso.
Todas as aves têm em comum características que tornam possível o vôo, mesmo as aves que já perderam a capacidade de voar (os únicos pássaros que não voam são os pingüins, avestruzes, emas, casuares e quivis).
A habilidade para o vôo está refletida nas características típicas dos pássaros:

- corpo aerodinâmico;

- membros anteriores modificados em asas;

- cavidades dos ossos preenchidas com ar;

- ausência de mandíbulas e dentes, sendo a mastigação realizada pela moela, situada atrás do estômago;

- digestão rápida, sem armazenamento de alimento;

- penas leves, que são estruturas mortas e impermeáveis.
Assim, não é preciso haver vasos sanguíneos pesados para nutrí-las.
Os ossos das aves são, em sua maioria, ocos. As asas são controladas por poderosos músculos presos a quilha, uma projeção existente no osso esterno.
A evolução no sentido de um vôo poderoso deu às aves esqueletos muito diferentes dos dos outros animais.
O aspecto mais evidente numa ave voadora como o corvo é a grande quilha, projeção do esterno onde se inserem os músculos das asas. As aves não têm dentes nem têm verdadeiras caudas; as penas da cauda prendem-se no extremo da coluna vertebral - o pigóstilo.
Os membros anteriores estão totalmente adaptados ao vôo, enquanto as mandíbulas sem dentes se transformaram num leve mas forte bico que a ave pode usar para se alimentar e executar tarefas delicadas, como por exemplo “pentear” as penas.


1. Mandíbula inferior do bico
2. Mandíbula superior do bico
3. Narina
4. Órbita
5. Crânio resultante de ossos soldados
6. Ouvido
7. Coluna vertebral constituída por pequenos ossos chamados "vértebras"; pode flectir-se nos sítios onde as vértebras estão afastadas mas é rígida nos pontos onde elas estão soldadas
8. Úmero, osso alongado da asa que corresponde ao osso do braço humano
9. Rádio, osso da asa que corresponde a um dos ossos do antebraço humano
10. Cúbito, osso da asa que corresponde a um dos outros ossos do antebraço humano
11. Pélvis, que é um suporte para as pernas e um prolongamento ósseo para a inserção dos músculos das pernas
12. Pigóstilo, extremidade da coluna vertebral onde se inserem as penas da cauda
13. Fêmur, osso da coxa
14. Articulação do joelho (oculta pelas penas na ave viva)
15. Tornozelo ou falso joelho (embora possa parecer que é o joelho que se dobra para a frente, esta parte corresponde realmente ao tornozelo e não ao joelho)
16. Metatarso
17. Dedo posterior
18. Garra (na ave viva recoberta por uma bainha córnea)
19. Tíbia, osso da perna
20. Metacarpo, correspondente aos ossos do pulso humano
21. Quilha, onde se inserem os músculos das asas das aves voadoras
22. Fúrcula, osso resultante de duas clavículas unidas que ajuda a manter a articulação da asa em posição quando os músculos a puxam para baixo
23. Caracóide

Genética



Genética



A variedade de cores e raças que multiplicam e embelezam nossos canários, atrai, a cada dia, novos adeptos à Canaricultura. Este efeito visual de forma é obtido pelo controle genético que os criadores possuem e empregam ao acasalarem suas matrizes. Aliás, é exatamente este controle genético que aprimora a qualidade técnica das cores e forma, que difere a criação de canários de cor de parte da criação dos chamados canários “belgas” ou “salsas”.
O conhecimento de genética é indispensável quando se pretende alcançar posição de destaque dentro da Canaricultura.
Os criadores de canários dominando esta ciência, poderão melhor entender o que acontece em seus criadouros e optarem, com maior êxito, na seleção de matrizes objetivando avanços na produtividade e principalmente, na elevação do padrão técnico dos pássaros.
Enfocaremos aqui ciência de uma forma prática, sem nos atermos à complexidade das fórmulas genéticas e às análises mitológicas, que se fariam necessárias para maior aprofundamento no assunto.

Definição:

Genética é o ramo da Biologia que estuda a transmissão das características físicas e biológicas de uma geração para a seguinte, sendo considerada a ciência da hereditariedade.
Essas características são armazenadas em estruturas especiais denominadas genes.


A Transmissão Genética:

A reprodução dos canários é sexuada, sendo o casal (pai e mãe) responsável pelas características do seu filho.
É no ato da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, que o zigoto se forma e recebe todas as informações dos pais que, em conjunto, definirão o Genótipo e a base do Fenótipo do pássaro a ser formado.
Conheça o significado de alguns termos utilizados em genética:


ZIGOTO: É a célula formada da união do gameta masculino (espermatozóide) e feminino (óvulo) que dará origem ao novo filhote.


GENÓTIPO: É o conjunto de genes que definem a formação de todas as características do indivíduo. É o seu patrimônio genético.

Gen
Unidade hereditária que controla cada personagem em organismos vivos. A nível molecular corresponde a uma secção de DNA que contém informações para a síntese de uma cadeia de proteína.

Allele
Cada uma das alternativas pode ter um gene para um personagem.

Por exemplo, o gene que regula a cor de sementes de ervilha tem dois alelos, uma verde e outra determina que determina amarelo.

Geralmente conhecidas várias formas alélicas de cada gene, o alelo mais comum em uma população é chamada de "alelo normal ou selvagem", enquanto outros mais raros, são conhecidos comoalelos mutantes.

Qualitativa
É aquele que tem duas escolhas claras, fáceis de observar branco-vermelho, liso-áspero, asas compridas, asas curtas, e assim por diante. Estes personagens são reguladas por um único gene tem duas formas alélicas (exceto para a série de alelos múltiplos). Por exemplo, a cor da pele do personagem de ervilha é regulada por um gene cujas formas alélicas pode ser representada por duas letras, uma letra maiúscula (A) e minúsculas (a).

Quantitativos
Aquele que tem pontos fortes diferentes entre os dois valores extremos. Por exemplo, a variação de altura, cor da pele, o físico. Esses caracteres dependem da ação cumulativa de muitos genes, cada qual produz um pequeno efeito. Na expressão desses traços fortemente influenciados por fatores ambientais.

Fenótipo
É a manifestação externa do genótipo, ou seja, a soma das características observáveis em um indivíduo.

O fenótipo é o resultado da interação entre genótipo e ambiente. A atmosfera de um gene é composto de outros genes, o citoplasma eo ambiente externo onde o indivíduo se desenvolve.


É a aparência externa do pássaro. O Fenótipo depende dos genes que o pássaro possua em seu genótipo, mas também de uma série de outros elementos como: alimentação, ambiente, luz solar, etc.

Locus
É o lugar de cada gene ao longo de um cromossomo (plural é loci).

Homozigoto
Individuais para um determinado gene em cada cromossomo homólogo tem o mesmo tipo de alelo, por exemplo, AA ou aa.

Heterozigoto
Individuais para um determinado gene em cada cromossomo homólogo tem um alelo diferente, por exemplo, Aa.

As Mutações:
O canário ancestral que ainda vive em seu “habitat” natural nas Ilhas Canárias é semelhante ao Verde Nevado existente hoje em nossos criadouros.
Foi a beleza de seu canto suave que despertou no Homem o desejo de tentar reproduzi-lo em cativeiro, onde ocorram, aleatoriamente, inúmeras Mutações, isto é, modificações genéticas, que foram percebidas e fixadas pelo homem, acentuando a máxima: criar é preservar.
Esta fixação no patrimônio genético da espécie, foi obtida através de cruzamentos entre pais e filhos, permitindo as variações belíssimas de cores e raças que hoje existem.
A mutação ocorre quando existe alteração em um os genes, modificando algumas características esperadas na prole.
Quando ocorre uma mutação o gene passa a existir de duas formas distintas:
-forma original (características já existentes)
-forma mutante (nova característica)

Exemplo 1:

De um casal de Verdes nasceram filhotes Verdes e Canelas.
Observa-se que alguns filhotes possuem a característica esperada, ou seja, a cor Verde.
Os filhotes Canelas nasceram com características modificada, ou seja, a cor Canela, que, portanto, é uma mutação.

Algumas informações para cores estão ligadas à informação do sexo que os pais transmitem ao filhote que neste caso, são chamadas de cores sexo-ligadas. Porém, outras estão livres da informação sexual, sendo denominadas não ligadas ao sexo ou autossomais.

As Mutações Sexo-ligadas:

Existem várias mutações de cores que se encontram ligadas à informação sexual, a saber: ágata, canela, isabelino, pastel, acetinado, marfim, asas cinza e inos lipocrômicos (Albinos, Lutinos e Rubinos).
Atenção: a cor Verde não é mutação; é o fator original oriundo do silvestre, entretanto, também ligado ao sexo.
Nas mutações sexo-ligadas, quando os exemplares machos possuem certa mutação em seu patrimônio genético, podem se comportar de dois modos distintos:

1-Mostrando a mutação em seu fenótipo: neste caso são mutantes.

2-Não mostrando a mutação em seu fenótipo: neste caso são chamados de portadores.

No primeiro caso, eles são chamados Homozigotos, possuem uma única informação genética.
No segundo caso, eles são ditos Heterozigotos, pois possuem duas informações: uma original que prevalece no fenótipo e a outra mutante que fica escondida no genótipo.
Atenção: As fêmeas deste grupo só podem apresentar a mutação em seu fenótipo, não podendo ser portadoras de qualquer destas mutações. São chamadas, por isto, e Hemizigotas, pois só recebem informações para cores sexo-ligadas fornecidas pelo pai.
Estes termos utilizados acima podem ser melhor entendidos, lembrando o significado dos prefixos gregos usados para formulá-las:

-Homo = igual;
-Hétero = diferente;
-Hemi = metade.

No exemplo 1 anteriormente citado, o Macho Verde seria Homozigoto (não portanto nenhuma cor) se tivessem nascido somente filhotes Verdes. Porém, como nasceram filhotes Canelas, ele é dito Heterozigoto (portador de outra cor), ou seja, é um Verde portador de Canela.
Quando uma cor se manifesta no Fenótipo “escondendo” o efeito de outra cor, ela é dita Dominante. A cor que ficou escondida é dita Recessiva (ou seja, dominada).
Concluímos que, para uma cor recessiva aparecer no fenótipo do canário, existe a necessidade desta estar em dose dupla no genótipo (informação fornecida pelo Pai e pela Mãe), porque se assim não for, ela ficará escondida pela cor dominante que estiver presente.

Atenção:

Todas as mutações sexo-ligadas são recessivas.
Ainda em relação ao exemplo 1, podemos afirmar que os filhotes Canelas que nasceram são fêmeas, pois para que nascessem Machos Canelas, seria obrigatório que a reprodutora fosse Canela.
Isto ocorre porque, quando a mutação é sexo-ligada, para que nasçam filhotes machos com fenótipo mutante, é obrigatório que esta informação genética seja transmitida pelo pai e pela mãe.
Obs: Qualquer mutação recessiva sempre se comporta do mesmo modo, descrito acima.
Relação de Dominância entre os canários melânicos sexo-ligados
Existe uma escala de Predominância entre as Cores dos Canários Melânicos, já que certa mutação pode ser dominante em relação a uma recessiva em relação a outra.
exemplo: o Ágata é recessivo em relação ao Verde, sendo dominante em relação ao Isabelino.
Veja o quadro abaixo e observe a escala de Dominância entre as mutações melânicas sexo-ligadas:

Atenção:
Qualquer destas cores pode portar a seguinte, obedecendo sempre o sentido das flechas. Porém, nenhuma delas poderá portar a outra, no sentido contrário das flechas

Observando o quadro acima concluímos que:
-O Verde pode portar Ágata, Canela, Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Ágata pode portar Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Canela pode portar Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Isabelino pode portar Acetinado e Pastel.
-Não existe relação de dominância entre Ágata e Canela. Logo, Ágata não pode portar Canela e nem Canela Portar Ágata.
Obs: A mutação MARFIM, embora faça parte do grupo das mutações sexo-ligadas, não afeta as melaninas, e por isso, não aparece no quadro acima. Sua atuação se limita apenas ao lipocromo amarelo ou vermelho. Por outro lado, como qualquer canário melânico também pode possuir lipocromo, este pode estar afetado pelo fator Marfim, direto ou indiretamente, isto é, sendo Marfim ou portador de Marfim.
Acasalamento
Faremos um quadro abaixo, onde através dele, você conseguirá obter os resultados para os acasalamentos dos exemplos com mutações sexo0ligadas.
Para que você possa entende-lo melhor, precisará antes se familiarizar com os termos: Puro, Normal e Portador, para que consiga sucesso em seu uso.
Normal: exemplar dominante em relação ao outro elemento do casal (veja o quadro de dominância anterior).
Puro ou Mutante: exemplar que apresenta a mutação em seu fenótipo.
Portador: exemplar heterozigoto, ou seja, aquele que porta a cor mutante.

Exemplos:

1-Entre os exemplares: Canela, Canela Pastel e Canela portador de pastel, temos:
Normal: Canela
Puro: Canela Pastel
Portador: Canela portador de Pastel.

2-Entre os exemplares: Verde, Canela e Verde portador de Canela, temos:
Normal: Verde
Puro: Canela
Portador: Verde portados de Canela.
Atenção:
Veja pelos dois exemplos anteriores que o Canela é um Puro (mutante) quando em confronto com o Verde, porém é um Normal quando em confronto com o Pastel.
Lembre-se que a dominância dependerá das cores que estarão se confrontando.
Devemos acasalar as mutações sexo-ligadas segundo o esquema abaixo:
Reproduções Filhotes
Macho Puro x Fêmea Normal Macho Portador
Fêmea Pura

Macho Normal x Fêmea Pura Macho Portador
Fêmea Normal

Macho Portador x Fêmea Pura Macho Puro
Macho Portador
Fêmea Normal
Fêmea Pura

Macho Puro x Fêmea Pura Macho Puro
Fêmea Pura

As Mutações Autossomais:

As mutações autossomais são aquelas que ocorrem em genes independentemente do sexo dos pais.
Tanto machos quanto fêmeas poderão ser portadores da mutação.
As mutações autossomais podem ser:

a)Dominantes: Intenso e Branco Dominante, onde o Intenso domina o Nevado e o Branco Dominante domina o Amarelo;

b)Recessivas: Branco, Opalino, e Feo, onde o Branco é recessivo em relação ao Amarelo assim como o Opalino e o Feo são recessivos em relação aos seus genes originais.

Nas mutações autossomais, para que os filhotes apresentem a mutação no Fenótipo, independendo do sexo destes, é obrigatório que os reprodutores (pai e mãe) sejam mutantes ou portem a mutação. Sendo os reprodutores ditos Homozigotos Recessivos ou Heterozigotos, respectivamente.
Exemplo:
De um casal de Verdes nasceram filhotes Verdes e Feos.
Podemos afirmar que o pai e a mãe são portadores da mutação Feo, porém nada podemos dizer a respeito do sexo dos filhotes, já que esta mutação não é sexo-ligada, ou seja, os filhotes obtidos podem ser machos ou fêmeas.
Para nascerem fêmeas mutantes basta que o pai seja portador da mutação necessário que o pai e a mãe portem a mutação.

As fêmeas homozigotas, ou seja, As fêmeas podem ser homozigotas
trazem informações de cores ou heterozigotas, ou seja, trazem
herdadas somente do pai informações herdadas do pai e da
mãe

Conclusão
Neste trabalho, abordamos a genética relacionada com as Cores dos Canários, porém, é importante ressaltarmos que as Leis de Genética são aplicadas a outros fatores como: Plumagem, Forma, Tamanho, Receptividade às Doenças, Capacidade Reprodutiva, etc.


Não se contente apenas com as informações expostas aqui. Após várias leituras, você vai observar que este nível de conhecimento já não responderá a algumas perguntas que estarão sendo necessárias.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vinagre de Sidra

Vinagre de sidra

O vinagre de sidra é um produto muito fácil de encontrar, qualquer supermercado, mercearia ou mesmo ervanária têm.
E um produto natural. Muitas pessoas utilizam no tempero de saladas e outros alimentados.

Quanto a parte ornitológica:

O vinagre de sidra faz o mesmo efeito que a colina. Este conte uma substancia a qual se da o nome de “coilina”.
Já se sabe que os problemas hepáticos nas aves muitas vezes são provocados por excesso de gordura no fígado, a alteração da flora intestinal (parte que protege o estômago) normal, causa frequentemente infecções intestinais.
Quanto aos benefícios para as aves são vários.
Quando as aves estão demasiado gordas por norma costuma se comprar “colina” e fazer-se uma dieta de sementes.
Quase todas as sementes são ricas em gordura claro que não ceram todas as sementes, mas muitas são. As sementes ditas sementes pretas (cânhamo, nabo, níger, entre outras) são muito ricas em gordura.
As aves mais gulosas se não se tiver algum cuidado acabaram por dar problemas. A ave deixa de comer todas as sementes e começa por fazer uma alimentação pouco adequada comendo só um ou dois tipos de alimentos, por norma sementes pretas.
Os primeiros sintomas visíveis a olho nu. São fadiga ao fazer pequenos voos, arfar em dias de muito calor, a ave parece muito forte, o que ate nos parece bem, pois a ave parece maior, dificuldades na criação (as copulas são falhadas) … etc.
A utilização do vinagre de sidra durante alguns períodos do ano vai resolver muitos dos problemas a que me referi entre outros.
O vinagre de sidra contem uma substancia “coilina” que é de grande consistência quando ingerida pelas aves e fixa-se nas paredes musculares internas do estômago da ave protegendo o e fazendo que este fique mais forte. Assim pode facilitar na digestão e eliminação das gorduras.
Isso pode conseguir-se com a administração de vinagre de sidra.

Modo como se deve utilizar
.
Diluir uma colher cheia de sopa (10ml) por cada litro de água.

terça-feira, 2 de março de 2010

Mortalidade durante a época de Criação dos Canarios.

Como reduzir a mortalidade durante a época de criação dos canários???

São muitos os apaixonados pela canaricultura em Portugal, e também são muitos os que têm problemas com a mortalidade dos seus exemplares durante a época de criação.
Em certas ocasiões é bastante difícil estabelecer as causas da morte dos canários, mas na maioria das vezes tem origem no uso de práticas incorrectas.
Seguindo os conselhos que adiante demonstro, conseguiremos reduzir em grande percentagem o número de baixas.
A mortalidade pode ocorrer antes do nascimento (aborto) ou logo que o jovem pássaro se tenha libertado da casca do ovo.

ABORTOS.


A morte do embrião, pode acontecer nos primeiros dias da incubação, numa etapa intermédia ou nas proximidades do nascimento.

As alterações cromossómicas, a presença dos pesticidas, medicamentos ou toxinas e as infecções transmitidas pelos pais são causas suficientes para que o embrião morra a poucos dias para começar a incubação.

A morte num período intermediário do desenvolvimento pode ser devido a uma má nutrição dos pais, os quais transmitiram aquelas deficiências aos filhotes. Assim temos a carência de vitamina como a D3, K, B2, B5, B6, B12, biotina, o ácido fólico e outras substâncias como o magnésio, fósforo e o ácido linoleico, etc., que podem ser responsáveis para mortes nessa etapa. Este deficit nutricional pode ser causado indirectamente ao se abusar de antibióticos, já que estes destroem a flora digestiva capaz de sintetizar algumas das substâncias anteriores nos intestinos dos progenitores.
As infecções víricas, bacterianas e fúngicas também podem ser indicadas como responsáveis nos abortos a esta altura.

Finalmente a morte do canário pouco antes de nascer pode ser devido à presença de genes letais ou de alterações cromossómicas. Recordemos que na ânsia de reparar e fixar as características relacionadas à raça dos canários com que se está a trabalhar recorremos com demasiada frequência à consanguinidade, com todos os efeitos indesejáveis que isso envolve.
O défice de vitaminas como a A, D3, e K, ácido pantoténico e fólico, ou as doenças infecciosas como “famoso ponto negro” são também responsáveis pela morte do embrião.
Ás vezes o recurso a práticas tão simples como colocar banheiras aos pais para aumentar a humidade do aviário podem evitar que o passarinho fique colado dentro do ovo, já que assim ele não se conseguirá virar para romper correctamente a casca e morrerá na tentativa.

MORTE APÓS O NASCIMENTO.


Em outras ocasiões a morte ocorre após o nascimento do canário.
Algumas das causas responsáveis são:

Abuso de antibióticos.
É prática habitual por parte de muitos canaricultores o abuso de antibióticos nos momentos precedentes à criação e durante a mesma. Com o pretexto da preparação para a reprodução os canários são bombardeados com cocktails antibióticos. Este mau uso dos medicamentos causa, em meu parecer, mais inconvenientes do que vantagens.


Os efeitos indesejáveis que aparecem são:

- Imunodepressão: verifica-se que determinados antibióticos, como os tetraciclinas, deprimem o funcionamento sistema imunológico dos pássaros, com o perigo consequente de poderem estes ficar infectados por todos os agentes infecciosos oportunistas.

- Aparecimento de resistência bacteriana: em certas ocasiões as doses aplicadas são inadequadas e são usadas durante um tempo inapropriado. Isto pode provocar que as bactérias se possam tornar resistentes a estes medicamentos, de tal maneira que quando nós necessitarmos realmente de os dar, eles já não servirão.

- Transtornos digestivos: com os antibióticos não somente eliminamos as bactérias perigosas como também as bactérias benéficas, sendo estas as encarregadas de fabricar as substâncias úteis para o organismo do canário como as vitaminas.

- Aparecimento de infecções fúngicas: as bactérias e os fungos estão em equilíbrio no intestino dos pássaros, razão pela qual a eliminação de um dos grupos favorece o crescimento excessivo do outro. Por exemplo, quando se abusam de tetraciclinas é fácil que apareça a candidíase.

- Alteração do desenvolvimento embrionário: algumas substâncias como as penicilinas, tetraciclinas, cloranfenicois e as sulfamidas foram comprovadas que interferem com o desenvolvimento normal do embrião. Embora a maioria das investigações tenham sido feitas em antibióticos antigos, como os mencionados anteriormente, não se rejeita que os novos antibióticos não sejam também perigosos. O razoável nestes casos seria usar com precaução os medicamentos em fêmeas que estão a pôr.

Hipo ou hipervitaminose.


Pequenas carências de vitaminas nas fêmeas podem ser aumentadas durante a reprodução, principalmente se estas efectuam várias posturas. É que os níveis adequados para um adulto podem ser insuficientes para uma fêmea que esteja na postura.
Actualmente é possível encontrar casos de hipervitaminose.

já que é habitual que os canaricultores acrescentem suplementos vitamínicos ás papas dos jovens que em geral já vêm comercializadas com os níveis necessários da vitamina.
Este excesso vitamínico é igualmente prejudicial, assim como a sua deficiência.

Preparação inadequada dos alimentos.


A grande maioria dos criadores dos canários usa geralmente alimentos húmidos para favorecer a alimentação dos passarinhos por parte de seus pais. O uso de sementes germinadas, de cus-cus ou da pápas húmidas pode ser prejudicial se não estiverem preparados correctamente ou se estiverem demasiado tempo ao alcance dos pássaros. É que as altas temperaturas e a humidade favorecem o aparecimento de fungos e bolores dos alimentos, não sendo estranho que os passarinhos de muitos aviários sofram de infecções como a candidíase.

Higiene Deficiente.

A época do nascimento dos jovens é um estágio de muito trabalho para o canaricultor, razão pela qual às vezes a higiene é um aspecto que se esquece mais um pouco. Isto favorece as infecções bacterianas intestinais que se traduzem nas diarreias dos passarinhos
Noutras ocasiões, com a intenção de manter mais quente o aviário produz-se uma má ventilação das instalações com os consequentes problemas respiratórios (dificuldade respiratória, sinusites, etc.) nas aves.

Estas são algumas das causas da mortalidade entre os canários jovens. Lamentavelmente não são as únicas mas somente aquelas que mais facilmente podem ser evitadas. Nas situações da perda de vida generalizada é aconselhável requerer os serviços de um veterinário perito em aves
Alguns dos Disturbios e comportamento nas fêmeas durante a criação.


O sucesso da criação depende do bom comportamento das fêmeas.
Normalmente a fêmea colocada na presença do macho, faz o ninho, põe, choca os ovos e alimenta os filhotes.
O macho pode ajudar na construção do ninho e participa na alimentação dos filhotes; a sua função torna-se cada vez mais importante à medida que os filhos crescem.
Os principais problemas do comportamento concernentes às fêmeas são os seguintes:


- A fêmea não põe.



- A fêmea destrói constantemente o ninho.



- A fêmea põe fora do ninho.



- A fêmea põe sem parar.



- A fêmea põe, mas não incuba.



- A fêmea pica os ovos.



- Os filhotes são atirados para fora do ninho.



- Os filhotes são pouco ou mal nutridos .



- A fêmea pica os filhotes.



Analisemos os diferentes casos.


A FÊMEA NÃO PÕE.


Normalmente a postura é desencadeada pela visão do ninho; ela é favorecida pela presença do macho.
Na ausência de ninho, a presença dum recipiente côncavo pode incitar a fêmea a por; até pode pôr num comedouro.
Mas é necessário que a fêmea esteja pronta para pôr, mesmo que o seu ovário contenha os futuros óvulos. Isto supõe que a temperatura e a luz tenham variado normalmente como aquelas produzidas na Primavera.
Muita luz e sem muito calor ou o inverso, muito calor e pouca luz, provocam uma alteração do ciclo sexual, que é frequentemente acompanhada por uma muda parcial.
Se a fêmea não põe, malgrado a presença do ninho e do macho, pode-se mudar o macho e trocá-lo por outro mais ardente, mais viril.
Se o comportamento da fêmea não muda, é necessário troca-la por uma outra.A melhor fêmea é uma de dois anos, cujo comportamento terá sido testado no ano anterior.
Uma fêmea muito velha pode estar inapta à postura: torna-se estéril.



A FÊMEA DESTRÓI O NINHO CONSTANTEMENTE.


A maioria das fêmeas constrói metodicamente o ninho: empregam materiais grosseiros, depois materiais finos para o acabamento.
Algumas começam a construção do ninho sem contudo acabar: elas confundem frequentemente os materiais e finalmente o primeiro ovo é posto num ninho inacabado e muito mal feito.
Geralmente este comportamento é hereditário. Ele persiste de ano a ano. A fêmea não sabe fazer o ninho, porque nasceu, geralmente, num ninho mal feito.O criador deve intervir para terminar o ninho ou oferecer à fêmea um ninho completamente feito.
No caso dum ninho de canários, pode-se colocar um ninho de fibras de coco comprado no comércio.
Aos exóticos pode-se oferecer um ninho bola, em vime, no interior do qual se cola um revestimento macio, que o pássaro não poderá arrancar.
Geralmente o criador contenta-se em terminar o ninho, colocando um suplemento de materiais e construindo uma cavidade para os ovos.
Ele pode obter esta cavidade, fazendo rodar uma maçã no ninho, ou moldando com sua mão. Como no curso de criação, o ninho se suja, ele não pode hesitar em mudar o revestimento no momento em que ele se torne muito sujo.
Os filhotes têm necessidade de asseio e esta limpeza agirá sobre o comportamento de adulto.
Isto é sobretudo necessário quando o número de filhotes é importante.
Isto é indispensável no momento em que os filhotes defecam sobre as paredes do ninho e quando os pais penetram no ninho para alimentá-los.



A FÊMEA PÕE FORA DO NINHO.



Sucede que uma jovem fêmea põe fora do ninho, seja sobre o fundo da gaiola, seja num comedouro.
Ela não compreendeu a função do ninho que o criador lhe ofereceu, e não o adoptou.
O mais simples é colocar o ovo no ninho onde ele deveria ser posto; faz-se o mesmo para o segundo ovo, e assim por diante até a obtenção duma postura normal. Se a postura se faz num comedouro, tira-se o comedouro à noitinha, uma vez que a postura tem geralmente lugar ao nascer do dia.
Para seduzir a fêmea no ninho, pode-se aí colocar um ovo claro (dum outro casal) ou um ovo falso.
Quando se trata dum ninho caixa, junta-se materiais que se deixam passar pela abertura; esses materiais excitarão a curiosidade da fêmea, que visitará então o ninho.
É possível que a fêmea não ponha no ninho, porque está infestado pelos piolhos ou porque não é suficientemente próprio.
O asseio é necessário e é preciso então mudar ao menos o revestimento do ninho, entre duas ninhadas.



A FÊMEA PÕE SEM PARAR.


Encontra-se no ninho um número de ovos anormal.
No caso de uma espécie onde o macho e a fêmea são parecidos, é possível que o casal compreenda duas fêmeas. É necessário sexar atentamente os pássaros.Mas num casal normal, a fêmea pode pôr numerosos ovos. Geralmente são ovos claros e isto ocorre porque quando uma primeira postura era feita de ovos claros, a fêmea continuava a pôr.
Uma observação atenta do número de ovos teria permitido ao criador ver que não se trata duma só postura, mas de duas sucessivas separadas por 5 a 6 dias. Algumas fêmeas são capazes desde o 5º dia de reconhecer se um ovo está claro ou não; neste momento elas podem abandonar o ninho ou pôr de novo. Uma perturbação do comportamento pode explicar uma postura abundante e contínua.
A fêmea é vitima dum desarranjo endócrino. Normalmente quando a postura atingiu a cifra própria à espécie (5a 6 ovos no máximo), uma inibição se produz e isto bloqueia a produção de óvulos pelo ovário. Em alguns pássaros mais sensíveis que outros, o bloqueio tem lugar mais cedo e a fêmea põe menos ovos. A postura torna-se contínua quando o bloqueio não tem lugar.
É necessário tirar a fêmea e trocá-la por uma outra. Esta perturbação desaparece geralmente quando a fêmea é colocada em viveiro não contendo qualquer ninho, sobretudo na ausência de machos.
Pode também atenuar-se pouco a pouco: a fêmea podendo pôr ainda alguns ovos num comedouro, antes de se tirar definitivamente.



A FÊMEA PÕE MAS NÃO INCUBA.


Esta perturbação pode ter várias causas: O desenvolvimento é desfavorável: há muito barulho ou a fêmea está inquieta.
Pode ser suficiente mudar o lugar do ninho ou aquele da gaiola: a primeira ninhada estará perdida, mas uma segunda será levada a termo.
A fêmea não choca porque os ovos estão claros, e isto porque ela não foi coberta pelo macho.
É necessário tirar os ovos e aguardar uma segunda postura. Se a fêmea não choca, é preciso mudar o macho.
O melhor macho é aquele que não somente cobre frequentemente a fêmea, mas também que a ajuda a ir para o ninho.
Alguns machos chocam tanto e mesmo mais que a fêmea, mas o mais frequente e necessário é que a fêmea comece a chocar.



A FÊMEA PICA OS OVOS.


Acontece quando os pássaros comem os ovos.
O criador que constata a presença dum ovo e não o vê no dia seguinte ou quando o número de ovos diminui.
Frequentemente não fica nenhum traço do ovo desaparecido: ele foi comido.
Um pássaro pode muito bem comer um ovo.
Ás vezes um filhote eclode e não se acha a casca: ela comeu-a, e isto evita que ela atraia a atenção dum predador, o que pode ter lugar quando a casca vazia é lançada fora do ninho. Sabe-se assim quando os pássaros de gaiola podem consumir os fragmentos de cascas; esses fragmentos dados pelo criador são uma fonte de cálcio.
Por prudência, ele vai dar o melhor, (por ex. ostras trituradas ou fragmentos de cascas de ovos...)É normal que um ovo seja comido depois de ter sido posto. Geralmente, o criador acusa o macho. Pensa-se que o macho viu no ovo um corpo estranho que ele quer tirar do ninho; o ovo é quebrado e comido. Isto é possível, mas a fêmea pode comer os ovos.
É o que tenho constatado com um casal de mandarins. Para saber se comia o ovo, coloquei sobre a casca um produto utilizado para impedir as crianças de roer as unhas.
Um primeiro ovo desapareceu sem problema aparente nos pássaros. Porém após o desaparecimento dum segundo ovo, a fêmea foi gravemente intoxicada, enquanto que o macho ficou normal.
A mãe era, pois, culpada. É preciso, então, no momento em que os ovos desaparecerem depois de terem sido postos, tirar a fêmea e trocá-la por uma outra.

OS FILHOTES SÃO LANÇADOS PARA FORA DO NINHO.


Acontece quando os filhotes são encontrados fora do ninho, sobre o fundo da gaiola.
Frequentemente apresentam feridas provocadas por cortes de bico.No momento em que o criador se apercebe, rapidamente deve colocar os filhotes no ninho. Podem cair acidentalmente ou ser assassinados pelas patas da fêmea, quando abandona muito brutalmente o ninho.
É necessário então evitar assustar a fêmea que choca, e cuidar para que o ninho seja suficientemente profundo. Mas é possível que os filhotes tenham sido lançados para fora do ninho por um dos pais. Pouco depois da eclosão, o principal culpado é o macho; ele não reconhece no filhote o produto dum ovo, e lança-o para fora numa preocupação de propriedade, ou de defesa do ninho. Neste caso, é preciso tirar o macho, esperando-se que todos os filhotes tenham eclodido e chegado a ser bastante grandes.
No Diamante Gould, mais sujeito ao stress, o macho pode reagir a uma perturbação (barulho, visitante estranho...), lançando os filhotes pouco depois. No momento em que os filhotes estão emplumados e prontos para sair do ninho, podem ser lançados pela fêmea desejosa de limpar o ninho para tornar a pôr. Algumas fêmeas tornam a pôr num ninho ocupado, mas outras expulsam os filhotes a golpes de bico.
O sangue pode ocasionar a picagem: os filhotes se estiverem ainda depenados podem morrer.



OS FILHOTES SÃO POUCO OU MAL ALIMENTADOS.



O crescimento dos filhotes é programado; se ele é retardado, os pais podem abandoná-los. Na natureza um retardamento no crescimento corresponde a uma doença ou ainda afecta o último nascido; esses pássaros estão condenados; eles não darão jamais um adulto robusto; os pais têm pressa de fazer uma nova ninhada, e cessam de alimentar os atrasados.
Este comportamento permite a selecção natural indispensável à sobrevivência da espécie.Na criação, o atraso de crescimento tem as mesmas causas, mas o abandono é menos brutal.
Um pássaro cego será alimentado tanto quanto será capaz de pedir com insistência sua alimentação: cessará de o ser quando não virar mais o bico do lado certo. Os filhotes debilitados por uma doença (frequentemente colibacilose) serão cada vez menos alimentados visto que eles terão cada vez menos força para pedir, levantar a cabeça e abrir o bico. No que concerne aos filhotes de crescimento mais lento numa ninhada, trata-se de mutantes, ou de últimos nascidos. Para salvá-los, o criador confiá-los-á a outros pais, que tenham filhotes no mesmo tamanho. Para que todos os filhotes duma ninhada sejam salvos é necessário que a ninhada fique homogénea, isto quer dizer que todos os filhotes cresçam regularmente.Pode-se activar o crescimento dos filhotes, dando-lhes uma pasta enriquecida em vitaminas.
No início do crescimento, os protídios devem representar perto de 25% da ração; a seguir sua taxa deve diminuir regularmente em benefício dos glucídios (amidos dos grãos). Na natureza, os pássaros aí compreendidos, os granívoros, fornecem aos recém-nascidos uma alimentação muito rica à base de insectos e de pólen, bem como filhotes de larvas e grãos germinados. Por conseguinte, eles dão mais grãos de amoras.
Se é necessário, em caso de doença, utilizar um antibiótico, ele deve ser associado a uma mistura vitaminada e de grãos germinados.
Um antibiótico pode provocar uma carência em vitaminas e retardar o crescimento.

A FÊMEA PICA OS FILHOTES.



Dissemos que a fêmea desejosa de pôr pode expulsar os filhotes para fora do ninho e picá-los para arrancar-lhes as penas.
Esta hostilidade cessa no momento em que os filhotes deixam o ninho, salvo se o sangue correu.
No último caso, a visão do sangue tem um efeito agressivo: ele estimula a picagem.
É necessário isolar o filhote, tirar a pena que sangra e colocar um pó bactericida sobre a ferida.
Filhotes machos podem ser igualmente picados pelo pai que o deseja expulsar. Se os filhotes devem ser deixados na presença dos pais, é necessário dispor duma gaiola suficientemente grande ou colocar uma separação através da qual os pais poderão alimentar os filhotes.
Quando uma gaiola é muito pequena, os pais têm tendência a picar os filhotes. Pode-se também evitar isto, colocando os pais e os filhotes que deixaram o ninho numa outra gaiola, onde não haverá ninho.



CONCLUSÃO



Os distúrbios de comportamento não são raros numa criação.
Isto vem do facto de que se está longe das condições naturais bem como em matéria de ambiente, quer de material ou de alimentação. Cuidados de atenção e a experiência permitem evitá-los ou tratá-los. A maior parte dessas perturbações não são hereditárias e não duram de ano a ano.
O criador deve ter interesse em possuir muitas fêmeas e vários machos de reserva; mudam o macho ou a fêmea sendo este o meio mais eficaz para pôr fim a uma distúrbio de comportamento que torna um casal improdutivo.

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