sábado, 27 de março de 2010
Origem Das Aves...
domingo, 21 de março de 2010
Como Faz A Ave Sua Digestão???
sexta-feira, 19 de março de 2010
RESPIRAÇÃO NAS AVES
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
A HISTÓRIA DO CANÁRIO ARLQUIM PORTUGUÊS
Origens da raça:
O actual canário Arlequim Português é o resultado do melhoramento por selecção dos antigos canários variegados, que desde há muitas décadas são criados e comercializados em Portugal.
O canário silvestre ancestral, espécie indigena dos arquipélagos portugueses da Madeira e dos Açores, foi desde o século XV trazido para Portugal continental em grandes quantidades, inicialmente destinados às casas nobres e posteriormente divulgados e criados por artesãos e camponeses.
Antes da fixação, por selecção, das actuais variedades totalmente lipocrómicas, existiu uma mutação que, inibindo a melanina parcialmente em certas zonas do corpo (acianismo parcial), conduziu ao aparecimento dos primeiros canários variegados.
Os antigos canários malhados, resultantes desta mutação original, coexistiram desde sempre em Portugal com as actuais variedades homologadas, sendo criados por muitos aficionados devido às suas caracteristicas de grande beleza e rusticidade.
A rusticidade deste canário, motivada pela grande variabilidade genética, é aliás uma das caracteristicas que o tornam tão popular.
Mais recentemente apareceram alguns exemplares com factor vermelho e de poupa o que levou os criadores destes populares canários variegados a procederem à fixação do factor poupa, criando assim a base fenótipica de uma nova variedade de porte.
A criação selectiva entretanto efectuada, por iniciativa do Prof. Armando Moreno e de um grupo restrito de criadores, sobretudo a partir da década de 80, veio a tornar este canário mais longo, esguio e de cabeça mais estreita, mantendo a original poupa em tricórnio e a cor variegada com factor vermelho mosaico, destacando-se claramente do vulgar canário de cor, caracteristicas que marcam actualmente o Arlequim Português,.
O standard da raça, entretanto definido pelos seus promotores, veio a contribuir para a evolução no sentido da uniformização e fixação genética das várias caracteristicas.
O Arlequim Português foi apresentado pela primeira vez numa exposição regional, da Associação dos Avicultores de Portugal em Lisboa, em 1997.
Em 1998 o Clube do Canário Arlequim Português solicitou a aprovação da raça tendo o dossier técnico, completo e pormenorizado, do Arlequim Português sido apresentado ao Colégio Português de Juízes de Ornitofilia-CPJO, que apreciou também diversos exemplares de vários criadores entretanto apresentados extraconcurso nesse ano .
No ano seguinte, em 28 de Junho de 1999, após estudo e aceso debate e apreciação de diversos exemplares de poupa e sem poupa, individuais e equipas, a Comissão Técnica de Porte do Colégio Português de Juízes aprovou por unanimidade analisar esta candidatura de homologação, apreciando a raça extraconcurso no maior nº de exposições regionais possível, e obrigatóriamente nos campeonatos nacionais, durante um período experimental de 2 anos -1999 e 2000.
Nesta apreciação e julgamento extraconcurso deveriam estar presentes, no minimo, 2 equipas de aves (com poupa e sem poupa), 7 individuais com poupa e 7 individuais sem poupa.
Nesta Assembleia, realizada no decurso do 56º Campeonato Nacional de Ornitologia de Peniche, em Dezembro de 2000, foi definitivamente aprovada e homologada em Portugal a raça Arlequim Português, classificada como raça de porte de plumagem lisa e de poupa.
Esta raça passou a ser incluída nas classes E63 a E64, individuais e por equipas, e tem vindo a ser apresentada oficial e regularmente em diversas exposições regionais e em todos os Campeonatos nacionais, com um elevado número de exemplares e classificações suficientes.
A Luminosidade No Canaril..


Em período de reprodução, devemos proporcionar no mínimo 12 horas de luz, para que as crias sejam bem alimentadas.
No final da criação e com o inicio da muda, devemos então começar a reduzir o número de horas diárias, devendo essa redução ser progressiva.
Uma dica será ir acompanhando a redução natural que os dias irão sofrendo e lá para finais de outubro, já deveremos estar a desligar a luz, por volta das 19 horas, e não reduziremos mais esse valor.
As aves ficam então com um número de horas fixas até inícios de Janeiro, sensivelmente, que é quando começaremos novamente a aumentar o número de horas de luz, até que atinjamos as 12 horas de luz diárias, que como já referi são o mínimo que devemos proporcionar na época reprodutiva.
Quando atingirmos esse número de horas, os canários já estarão preparados e poderão então criar.
Obviamente que esse aumento, deverá ser acompanhado pelos respectivos tratamentos e pequenas "correcções" de alimentação, com vista à prepraração para a época reprodutiva.
De referir que os meses em que devemos parar de aumentar ou reduzir a luz, variarão consoante os meses em que o criador deseje criar e será portanto uma questão de fazer os cálculos e verificar quando deverá começar a aumentar o número de horas.
O aumento do número de horas deve ser gradual e então todos os dias, o normalmente se faz é “amanhecer” 3 minutos mais cedo e anoitecer outros 3 minutos mais tarde, podemos fazer isto caso tenhamos um programador para tal, ou então manualmente.
Não esquecer também que as luzes não devem ser desligadas subitamente e caso não tenhamos um controlador para simular o anoitecer e amanhecer, teremos que ter uma luz mais fraca( de presença), a qual ficará acesa durante uns 15 minutos após termos apagado a luz “normal”.
Relativamente ao tipo de lâmpadas que devemos usar, existem lâmpadas elaboradas exclusivamente para aves e que imitam a luz solar, no que respeita à radiação e ao comprimento de onda, o que traz vantagens obviamente.
Podemos também usar lâmpadas do tipo das que se usam nos aquários, ou para répteis, pois são lâmpadas desenvolvidas para animais e não são incomodativas nem ferem a vista das aves.
Caso não consigam adquirir uma dessas lâmpadas, tentem escolher uma que não seja muito intensa e incomodativa, dentro das habituais lâmpadas que temos para uso humano, contudo esta não é a solução ideal.
Para os criadores que usem a luz solar, devem ter o cuidado que ela não incida directamente nos pássaros, pois isso é prejudicial.
A luz solar tem benefícios para os pássaros e podemos dar lhe “banhos” de sol, mas não devemos deixar que uma ave fique a torrar o dia todo. Além disso, na muda, se as aves tiverem luz directa, podem tornar-se agressivas e não conseguem ter o repouso que deveriam ter, nessa fase."
segunda-feira, 8 de março de 2010
Temperatura No Canaril...
Se possível devemos controlar a temperatura no canaril, contudo os canários suportam relativamente bem o frio e mesmo nas regiões mais frias a temperatura interior num canaril sem aquecimento nunca é muito baixa, sendo razoavelmente bem tolerada pelos canários.
Se a nossa região for muito fria, podemos aumentar um pouco o fornecimento de sementes gordas, uma vez que os canários irão ter mais dispêndio de energia por causa do frio.
Temperaturas muito altas não são benéficas, especialmente se estivermos em período de criação.
Temperaturas altas normalmente encontram-se associadas a baixa humidade, o que provoca dificuldade de eclosão. ( Ver Humidade )
Temperaturas altas e níveis de humidade também altos, são menos frequentes e são de todo a evitar, pois são um autêntico chamariz de bactérias e fungos.
Com este tipo de ambiente a sua proliferação é muito rápida e senão tomar-mos várias precauções facilmente esses “bichinhos” incomodarão as nossas aves, provocando graves problemas de saúde que no caso de não serem rapidamente diagnosticados, podem levar à morte, em especial de crias.
Temperaturas entre 12 a 20 graus são as ideais para que os canários se sintam bem e procriem.
domingo, 7 de março de 2010
Humidade No Canaril...
"Um dos principais factores dentro de um canaril é o seu nível de humidade, este nível de humidade varia de canaril para canaril, consoante a zona em que esta instalado e do seu próprio microclima.
O intervalo ideal que deve existir dentro do canaril em termos de humidade é de 50% a 70%, durante todo o ano se possível.
Pois se a humidade for excessiva é prejudicial, também o ar demasiado seco tem alguns efeitos negativos.
O que podera acontecer se houver Excesso de humidade:
- É no Inverno que verificamos o excesso de humidade que aliado ao tempo frio provoca vários problemas respiratórios.
- É nessa altura que aves mais senciveis acabam por morrer.
- O ambiente com mais humidade torna-se mais frio e se as Canárias estiverem em postura, podem acontecer distúrbios de postura e ovos atravessado.
- Excesso de humidade deteriora mais facilmente os alimentos, aparecendo bolores e fungos.
- Julgo ser um utensílio fundamental num canaril um desumidificador para que o nível de humidade se mantenha no intervalo ideal.
O que podera acontecer se a Humidade reduzida:
- O ambiente demasiado seco no canaril em época de criação, pode-se verificar uma dificuldade de eclosão dos ovos e morte embrionária, pelo que é conveniente em ambientes demasiado secos 1 a 2 dias antes dos nascimentos borrifar os ovos.
- Também na muda o ar demasiado seco, não é ideal pois nascimento das novas penas requerem também alguma humidade para se desenvolverem brilhantes e sedosas, o banho nesta altura é fundamental para ajudar a ave nesta fase importante e sensível da vida da ave.
- Quando tivermos uma humidade demasiado baixa se possível utilizar um humidificador, pois na altura de calor mais humidade refresca o ar."
sábado, 6 de março de 2010
Alguns problemas que surgem na Criação....
Ovos de Casca Mole....
Algumas fêmeas de aves podem colocar ovos com a casca mole.
Se isto ocorrer apenas com um ou alguns ovos, o problema será devido à carência de minerais, principalmente de cálcio.
Dê suplemento mineral indicado pelo veterinário.
Se todos os ovos colocados pela fêmea forem de casca mole, é sinal de distúrbio hormonal.
Neste caso, o tratamento nem sempre é eficiente, pela dificuldade de detecção da hormona causadora.
Ovo Atravessado..
Qualquer criador deve estar preparado para, mais cedo ou mais tarde, enfrentar este problema nas suas aves.
A fêmea, quando está prestes a pôr ou algumas vezes no meio da postura, amanhece toda arrepiada quieta no chão ou no ninho, os olhos semicerrados.
Apalpando suavemente a região do abdómen, perto da cloaca, pode-se perceber o ovo como que atravessado.
Infecções do oviduto, deficiências de minerais que impedem a perfeita calcificação do ovo, ovos anormais, problemas hormonais e com a hormona que estimula as contrações musculares do oviduto, obesidade, fêmea muito jovem, fraqueza, são as causas principais do ovo atravessado.
Pegue a canária e passe azeite de oliva ou óleo morno, na região da cloaca; massageie o local, segure a fêmea na mão, mantendo-a de costas, com o abdómen virado para cima.
Com o dedo indicador e polegar, localize o ovo e faça pressão suavemente e massageie de forma a induzir a parte rombuda do ovo para a cloaca.
É preciso ter cuidado e paciência para que o ovo não parta, não tente partir o ovo pois pode perfurar o oviduto.
Segure a ave na mão em cima de uma vasilha com água quente, sendo que a fêmea deverá receber apenas o vapor d'água.
Ovos "Claros"..
O que fazer com os ovos claros?
É normalmente por volta do sexto dia que o criador observa se os ovos estão fecundados.
Quando não estão, são chamados de "claros". Deve-se então retirá-los?
Sim, se todos estiverem claros.
A fêmea fará então uma outra postura: postura de substituição.
Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste por uma incubação inútil e também se ganha-se tempo.
É interessante que o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros.
Podem servir para um outro ninho.
Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada pouco abundante de pequenos pássaros.
O ovo claro evita que os filhotes novos sejam esmagados acidentalmente.
Num ninho, vazio, o ovo claro pode estimular a postura ou, como se verá, constatando-se se um casal não come os ovos.
Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros fecundados, deve-se então deixá-lo.
Ovo rachado e ovo furado.
Se um ovo acidentalmente rachado, é possível conservá-lo usando-se cola ou gesso com um pincel.
Geralmente, porém, este ovo gera pela contaminação com micróbios.
Quando um ovo está furado, isto geralmente acontece devido às unhas muito pontiagudas dos pais.
Esse ovo não se desenvolverá.
É muito raro que o ovo seja furado por uma bicada; o furo seria muito maior e, frequentemente, quando isso ocorre, o ovo é comido pelos pais.
É necessário observar para que as unhas não fiquem afiadas e, se necessário, deve-se cortar suas pontas com tesoura.
A experiência tem mostrado que a fêmea move os ovos regularmente, isso pode ser verificado pela marcação suave com um lápis.
Deslocando-se os ovos ela permite uma incubação regular: os ovos situados na periferia recebem menos calor que aqueles do centro do ninho o que poderia acarretar uma demora no seu desenvolvimento.
A fêmea muda então os ovos do centro para a periferia e vice-versa.
Alguns casais de aves parecem poder avaliar o grau de desenvolvimento do embrião, seja pelo equilíbrio do ovo, seja pelos primeiros gritos dos filhotes prestes a nascerem.
Os recém-nascidos jogados para fora do ninho...
A eclosão geralmente ocorre pela manhã e é quando o criador encontra 1 ou 2 filhotes fora do ninho, já frios.
Se eles ainda se movem, pode-se aquecê-los com um bafejo antes de retorná-los ao ninho.
Porém deve-se ter mais atenção e revê-los sempre, pois correm o risco de serem novamente jogados para fora.
Aí surge uma dúvida; foi acidente ou foi ato voluntário?
A confirmação do acto voluntário é dada por pequenas feridas produzidas pelo bico do pai que expulsou os filhotes, geralmente causadas numa pata ou asa do filhote.
Quando isso acontece, pode-se colocar os filhotes no ninho de um outro casal, onde geralmente são bem acolhidos quando nesse novo ninho existem filhotes de idade semelhante.
Se os filhotes são recolocados com a mãe, é conveniente retirar-se o macho.
Geralmente o macho é o culpado.
Para ele, os filhotes no meio dos ovos não eclodidos são tomados como intrusos ou corpos estranhos que precisam ser retirados. Durante a incubação e na semana subsequente os pais vigiam atentamente a limpeza do ninho.
É raro que todos os filhotes sejam expulsos; eles não o são quando fica ainda um ou dois ovos no ninho, após sua eclosão.
O número ótimo de filhotes...
Quando existem muitos filhotes num ninho raramente eles se desenvolvem convenientemente.
Frequentemente um fica mais atrasado, seja o último a nascer, seja uma mutante.
Toda a ninhada pode ter seu desenvolvimento retardado porque os pais não conseguem satisfazer a todos os filhotes.
Ao contrário, se a ninhada é de apenas um filhote, ela arrisca ser abandonada pelos pais quando desejam recomeçar uma nova ninhada.
Existe um número ótimo de filhotes.
Ele depende das aves.
Para os canários e pequenos exóticos é de três filhotes, raramente quatro.
Dessa forma tem-se maiores possibilidades de obter-se pássaros grandes.
A procura dos filhotes pelo alimento é muito importante para estimular os pais, mas não deve ser excessiva e, por conseguinte, para que todos os filhotes sejam bem nutridos.
É interessante que o criador equilibre as ninhadas, às vezes removendo um ou dois filhotes.
Se eles não estiverem anilhados, pode-se marcá-los com um hidrocor.
Quando começarem a emplumar fica fácil de identificá-los e, assim, colocar a anilha.
Salvo quando houver necessidade, não se deve provocar a saída dos filhotes do ninho.
É preciso que saíam por si sós.
Se forçarmos a saída deles, ficarão mais selvagens, mais tímidos.
Ficando mais tempo no ninho, sentem-se mais seguros.
É possível que anomalias de comportamento sejam provenientes de uma "má saída" do ninho. "
sexta-feira, 5 de março de 2010
Diarreia nos Canários
A diarréia é um aumento no teor hídrico da porção fecal dos excrementos. A área pericloacal, a área que circunda o ânus, fica freqüentemente suja com fe zes acumuladas nas penas e na pele. As fezes podem conter bolhas, sangue ou muco e podem ficar fétidas. Em muitos casos, o proprietário da ave acredita que a ave apresenta uma diarréia quando na verdade apresenta uma poliúria (um au mento na urina nos excrementos).
Diagnósticos Diferenciais para· Diarréia
1. Infecciosos :
a) Bacterianos: bactérias Gram-negativas (Borrelia, Campylobacter, Citrobacter, Escherichia coli, Pasteurella, Salmonella, Yersinia, outras), bactérias Gram-positi vas (Clostridium, megabactérias, Mycobacterium, Streptococcus, outras).
e) Fúngicos: Candida.
f) Parasitários: ascarídeos, Atoxoplasma, Capillaria, coccídios, Cochlosoma, Cryptosporidium, fascíolas, Giardia, Hexamita, Histomonas, Microsporum, Sarcocystis, solitárias, Toxoplasma, Trichomonas.
2. Metabólicos: hepatopatias. (Iipidose, hepatite), nefropatias, pancreatite, in suficiência pancreática.
3. Nutricionais: alteração dietética, malnutrição crônica, alimentos com baixo teor em fibras ou alto em gor duras, teor hídrico alto na dieta (fru tas, legumes e verduras).
4. Tóxicos: carbamatos, chocolate, colecalciferol, chumbo, nicotina, nitratos, organofosforados, sal, xampus, zinco.
5. Físicos: obstrução gastrointestinal, corpo estranho, hérnia abdominal, fecálitos, impactação com areia, pos tura de ovos iminente, atravessamento de oval peritonite.
6. Comportamentais: estresse.
7. Neoplásicos: papiloma cloacal.
8. Latrogênicos: antibióticos.
9. Não classificados: síndrome hemorrágica das ararinhas.
Sinais
As causas comuns de diarréia nos psitaciformes incluem clamidiose, ente ri te bacteriana, toxicose por chumbo ou zinco, ascarídeos e hepatopatias e, no caso das cacatuas e dos papagaios cinzen tos africanos importados, as fascíolas.
As causas comuns de diarréia em aves jovens incluem enterite bacteriana, candidíase, poliomavirose e corpos estranhos gastrointestinais. Em geral, as aves jovens exibem sinais de infecção mais severos no caso de doenças parasitárias e virais.
As aves isoladas e as de coleções fechadas ficam comumente doentes devido a enterite bacteriana, toxicoses, hepatopatias, doenças nutricionais, neoplasias, candidíase e corpos estra nhos. Também se observam doenças bacterianas e virais crônicas (por exemplo, clamidiose, micobacteriose) e doenças com estados portadores.
As aves recém-expostas a outras aves ficam comumente doentes como resultado de doenças infecciosas, incluindo doenças bacterianas, virais e parasitárias. Isto resulta de um estresse e de uma exposição a uma doença infecciosa. As enfermidades que ocorrem em aves isoladas tam bém ocorrem em situações de grupo.
As más técnicas de manejo, tais como a falta de procedimentos de qua rentena, a compra de aves a partir de fon tes não familiarizadas e a má higiene, aumentam o alastramento das doenças infecciosas. As dietas deficientes podem aumentar a suscetibilidade a doenças.
Suspeitam-se de etiologias infecciosas e tóxicas quando muitas aves são afetadas.
A anamnese dietética importan te para uma ave com diarréia inclui o tipo da dieta, seu frescor.
Os fatores ambientais importantes incluem o acesso a toxinas poten ciais, higiene e a exposição a aves silvestres ou a vetores patológicos.
Porém em caso de diarréia, pro cure assistência veterinária, especializada em Aves, para um diagnóstico eficaz.
quinta-feira, 4 de março de 2010
ANATOMIA DAS AVES
As aves que voam têm o corpo muito leve, inclusive porque seus ossos são ocos, em algumas partes internas os ossos possuem nervuras, como as de uma asa de avião, para torná-los mais fortes.
Na boca das aves não há dentes, mas um bico que é adaptado ao tipo de alimentação mais comum de cada espécie. À boca, segue-se a faringe e no esôfago é encontrada uma bolsa chamada papo.
O esqueleto das aves é peculiar.
O esqueleto é leve.
Extensões dos pulmões formam sacos aéreos, que penetram nos ossos das asas e nos outros ossos compactos e entre os diversos órgãos do corpo. O número de vértebras cervicais varia de 8, nas aves canoras, a 23, nos cisnes.
As clavículas, unidas pela interclavícula, formam a fúrcula ou toracal. Os dedos I a III fazem parte da asa, mas o I, ou polegar, encontra-se separado dos outros dedos e constitui a asa bastarda.
Todas as aves têm em comum características que tornam possível o vôo, mesmo as aves que já perderam a capacidade de voar (os únicos pássaros que não voam são os pingüins, avestruzes, emas, casuares e quivis).
A habilidade para o vôo está refletida nas características típicas dos pássaros:
- corpo aerodinâmico;
- membros anteriores modificados em asas;
- cavidades dos ossos preenchidas com ar;
- ausência de mandíbulas e dentes, sendo a mastigação realizada pela moela, situada atrás do estômago;
- digestão rápida, sem armazenamento de alimento;
- penas leves, que são estruturas mortas e impermeáveis.
Os ossos das aves são, em sua maioria, ocos. As asas são controladas por poderosos músculos presos a quilha, uma projeção existente no osso esterno.
A evolução no sentido de um vôo poderoso deu às aves esqueletos muito diferentes dos dos outros animais.

1. Mandíbula inferior do bico
2. Mandíbula superior do bico
3. Narina
4. Órbita
5. Crânio resultante de ossos soldados
6. Ouvido
7. Coluna vertebral constituída por pequenos ossos chamados "vértebras"; pode flectir-se nos sítios onde as vértebras estão afastadas mas é rígida nos pontos onde elas estão soldadas
8. Úmero, osso alongado da asa que corresponde ao osso do braço humano
9. Rádio, osso da asa que corresponde a um dos ossos do antebraço humano
10. Cúbito, osso da asa que corresponde a um dos outros ossos do antebraço humano
11. Pélvis, que é um suporte para as pernas e um prolongamento ósseo para a inserção dos músculos das pernas
12. Pigóstilo, extremidade da coluna vertebral onde se inserem as penas da cauda
13. Fêmur, osso da coxa
14. Articulação do joelho (oculta pelas penas na ave viva)
15. Tornozelo ou falso joelho (embora possa parecer que é o joelho que se dobra para a frente, esta parte corresponde realmente ao tornozelo e não ao joelho)
16. Metatarso
17. Dedo posterior
18. Garra (na ave viva recoberta por uma bainha córnea)
19. Tíbia, osso da perna
20. Metacarpo, correspondente aos ossos do pulso humano
21. Quilha, onde se inserem os músculos das asas das aves voadoras
22. Fúrcula, osso resultante de duas clavículas unidas que ajuda a manter a articulação da asa em posição quando os músculos a puxam para baixo
23. Caracóide
Genética

O conhecimento de genética é indispensável quando se pretende alcançar posição de destaque dentro da Canaricultura.
Os criadores de canários dominando esta ciência, poderão melhor entender o que acontece em seus criadouros e optarem, com maior êxito, na seleção de matrizes objetivando avanços na produtividade e principalmente, na elevação do padrão técnico dos pássaros.
Enfocaremos aqui ciência de uma forma prática, sem nos atermos à complexidade das fórmulas genéticas e às análises mitológicas, que se fariam necessárias para maior aprofundamento no assunto.
Definição:
Essas características são armazenadas em estruturas especiais denominadas genes.
A Transmissão Genética:
É no ato da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, que o zigoto se forma e recebe todas as informações dos pais que, em conjunto, definirão o Genótipo e a base do Fenótipo do pássaro a ser formado.
Conheça o significado de alguns termos utilizados em genética:
ZIGOTO: É a célula formada da união do gameta masculino (espermatozóide) e feminino (óvulo) que dará origem ao novo filhote.
GENÓTIPO: É o conjunto de genes que definem a formação de todas as características do indivíduo. É o seu patrimônio genético.
Gen
Unidade hereditária que controla cada personagem em organismos vivos. A nível molecular corresponde a uma secção de DNA que contém informações para a síntese de uma cadeia de proteína.
Allele
Cada uma das alternativas pode ter um gene para um personagem.
Por exemplo, o gene que regula a cor de sementes de ervilha tem dois alelos, uma verde e outra determina que determina amarelo.
Geralmente conhecidas várias formas alélicas de cada gene, o alelo mais comum em uma população é chamada de "alelo normal ou selvagem", enquanto outros mais raros, são conhecidos comoalelos mutantes.
Qualitativa
É aquele que tem duas escolhas claras, fáceis de observar branco-vermelho, liso-áspero, asas compridas, asas curtas, e assim por diante. Estes personagens são reguladas por um único gene tem duas formas alélicas (exceto para a série de alelos múltiplos). Por exemplo, a cor da pele do personagem de ervilha é regulada por um gene cujas formas alélicas pode ser representada por duas letras, uma letra maiúscula (A) e minúsculas (a).
Quantitativos
Aquele que tem pontos fortes diferentes entre os dois valores extremos. Por exemplo, a variação de altura, cor da pele, o físico. Esses caracteres dependem da ação cumulativa de muitos genes, cada qual produz um pequeno efeito. Na expressão desses traços fortemente influenciados por fatores ambientais.
Fenótipo
É a manifestação externa do genótipo, ou seja, a soma das características observáveis em um indivíduo.
O fenótipo é o resultado da interação entre genótipo e ambiente. A atmosfera de um gene é composto de outros genes, o citoplasma eo ambiente externo onde o indivíduo se desenvolve.
Locus
É o lugar de cada gene ao longo de um cromossomo (plural é loci).
Homozigoto
Individuais para um determinado gene em cada cromossomo homólogo tem o mesmo tipo de alelo, por exemplo, AA ou aa.
Heterozigoto
Individuais para um determinado gene em cada cromossomo homólogo tem um alelo diferente, por exemplo, Aa.
As Mutações:
Foi a beleza de seu canto suave que despertou no Homem o desejo de tentar reproduzi-lo em cativeiro, onde ocorram, aleatoriamente, inúmeras Mutações, isto é, modificações genéticas, que foram percebidas e fixadas pelo homem, acentuando a máxima: criar é preservar.
Esta fixação no patrimônio genético da espécie, foi obtida através de cruzamentos entre pais e filhos, permitindo as variações belíssimas de cores e raças que hoje existem.
A mutação ocorre quando existe alteração em um os genes, modificando algumas características esperadas na prole.
Quando ocorre uma mutação o gene passa a existir de duas formas distintas:
-forma original (características já existentes)
-forma mutante (nova característica)
Exemplo 1:
Observa-se que alguns filhotes possuem a característica esperada, ou seja, a cor Verde.
Os filhotes Canelas nasceram com características modificada, ou seja, a cor Canela, que, portanto, é uma mutação.
As Mutações Sexo-ligadas:
Atenção: a cor Verde não é mutação; é o fator original oriundo do silvestre, entretanto, também ligado ao sexo.
Nas mutações sexo-ligadas, quando os exemplares machos possuem certa mutação em seu patrimônio genético, podem se comportar de dois modos distintos:
No segundo caso, eles são ditos Heterozigotos, pois possuem duas informações: uma original que prevalece no fenótipo e a outra mutante que fica escondida no genótipo.
Atenção: As fêmeas deste grupo só podem apresentar a mutação em seu fenótipo, não podendo ser portadoras de qualquer destas mutações. São chamadas, por isto, e Hemizigotas, pois só recebem informações para cores sexo-ligadas fornecidas pelo pai.
Estes termos utilizados acima podem ser melhor entendidos, lembrando o significado dos prefixos gregos usados para formulá-las:
-Homo = igual;
-Hétero = diferente;
-Hemi = metade.
Quando uma cor se manifesta no Fenótipo “escondendo” o efeito de outra cor, ela é dita Dominante. A cor que ficou escondida é dita Recessiva (ou seja, dominada).
Concluímos que, para uma cor recessiva aparecer no fenótipo do canário, existe a necessidade desta estar em dose dupla no genótipo (informação fornecida pelo Pai e pela Mãe), porque se assim não for, ela ficará escondida pela cor dominante que estiver presente.
Atenção:
Ainda em relação ao exemplo 1, podemos afirmar que os filhotes Canelas que nasceram são fêmeas, pois para que nascessem Machos Canelas, seria obrigatório que a reprodutora fosse Canela.
Isto ocorre porque, quando a mutação é sexo-ligada, para que nasçam filhotes machos com fenótipo mutante, é obrigatório que esta informação genética seja transmitida pelo pai e pela mãe.
Obs: Qualquer mutação recessiva sempre se comporta do mesmo modo, descrito acima.
Relação de Dominância entre os canários melânicos sexo-ligados
Existe uma escala de Predominância entre as Cores dos Canários Melânicos, já que certa mutação pode ser dominante em relação a uma recessiva em relação a outra.
exemplo: o Ágata é recessivo em relação ao Verde, sendo dominante em relação ao Isabelino.
Veja o quadro abaixo e observe a escala de Dominância entre as mutações melânicas sexo-ligadas:
Atenção:
-O Verde pode portar Ágata, Canela, Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Ágata pode portar Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Canela pode portar Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Isabelino pode portar Acetinado e Pastel.
-Não existe relação de dominância entre Ágata e Canela. Logo, Ágata não pode portar Canela e nem Canela Portar Ágata.
Obs: A mutação MARFIM, embora faça parte do grupo das mutações sexo-ligadas, não afeta as melaninas, e por isso, não aparece no quadro acima. Sua atuação se limita apenas ao lipocromo amarelo ou vermelho. Por outro lado, como qualquer canário melânico também pode possuir lipocromo, este pode estar afetado pelo fator Marfim, direto ou indiretamente, isto é, sendo Marfim ou portador de Marfim.
Acasalamento
Faremos um quadro abaixo, onde através dele, você conseguirá obter os resultados para os acasalamentos dos exemplos com mutações sexo0ligadas.
Para que você possa entende-lo melhor, precisará antes se familiarizar com os termos: Puro, Normal e Portador, para que consiga sucesso em seu uso.
Normal: exemplar dominante em relação ao outro elemento do casal (veja o quadro de dominância anterior).
Puro ou Mutante: exemplar que apresenta a mutação em seu fenótipo.
Portador: exemplar heterozigoto, ou seja, aquele que porta a cor mutante.
Normal: Canela
Portador: Canela portador de Pastel.
Normal: Verde
Puro: Canela
Portador: Verde portados de Canela.
Lembre-se que a dominância dependerá das cores que estarão se confrontando.
Reproduções Filhotes
Macho Puro x Fêmea Normal Macho Portador
Fêmea Pura
Macho Normal x Fêmea Pura Macho Portador
Fêmea Normal
Macho Portador x Fêmea Pura Macho Puro
Macho Portador
Fêmea Normal
Fêmea Pura
Macho Puro x Fêmea Pura Macho Puro
Fêmea Pura
As Mutações Autossomais:
Tanto machos quanto fêmeas poderão ser portadores da mutação.
As mutações autossomais podem ser:
Podemos afirmar que o pai e a mãe são portadores da mutação Feo, porém nada podemos dizer a respeito do sexo dos filhotes, já que esta mutação não é sexo-ligada, ou seja, os filhotes obtidos podem ser machos ou fêmeas.
Para nascerem fêmeas mutantes basta que o pai seja portador da mutação necessário que o pai e a mãe portem a mutação.
As fêmeas homozigotas, ou seja, As fêmeas podem ser homozigotas
trazem informações de cores ou heterozigotas, ou seja, trazem
herdadas somente do pai informações herdadas do pai e da
mãe
Conclusão
Neste trabalho, abordamos a genética relacionada com as Cores dos Canários, porém, é importante ressaltarmos que as Leis de Genética são aplicadas a outros fatores como: Plumagem, Forma, Tamanho, Receptividade às Doenças, Capacidade Reprodutiva, etc.
Não se contente apenas com as informações expostas aqui. Após várias leituras, você vai observar que este nível de conhecimento já não responderá a algumas perguntas que estarão sendo necessárias.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Vinagre de Sidra

E um produto natural. Muitas pessoas utilizam no tempero de saladas e outros alimentados.
Quanto a parte ornitológica:
O vinagre de sidra faz o mesmo efeito que a colina. Este conte uma substancia a qual se da o nome de “coilina”.
Já se sabe que os problemas hepáticos nas aves muitas vezes são provocados por excesso de gordura no fígado, a alteração da flora intestinal (parte que protege o estômago) normal, causa frequentemente infecções intestinais.
Quanto aos benefícios para as aves são vários.
Quando as aves estão demasiado gordas por norma costuma se comprar “colina” e fazer-se uma dieta de sementes.
Quase todas as sementes são ricas em gordura claro que não ceram todas as sementes, mas muitas são. As sementes ditas sementes pretas (cânhamo, nabo, níger, entre outras) são muito ricas em gordura.
Os primeiros sintomas visíveis a olho nu. São fadiga ao fazer pequenos voos, arfar em dias de muito calor, a ave parece muito forte, o que ate nos parece bem, pois a ave parece maior, dificuldades na criação (as copulas são falhadas) … etc.
A utilização do vinagre de sidra durante alguns períodos do ano vai resolver muitos dos problemas a que me referi entre outros.
O vinagre de sidra contem uma substancia “coilina” que é de grande consistência quando ingerida pelas aves e fixa-se nas paredes musculares internas do estômago da ave protegendo o e fazendo que este fique mais forte. Assim pode facilitar na digestão e eliminação das gorduras.
Isso pode conseguir-se com a administração de vinagre de sidra.
Modo como se deve utilizar .
Diluir uma colher cheia de sopa (10ml) por cada litro de água.
terça-feira, 2 de março de 2010
Mortalidade durante a época de Criação dos Canarios.
São muitos os apaixonados pela canaricultura em Portugal, e também são muitos os que têm problemas com a mortalidade dos seus exemplares durante a época de criação.
Em certas ocasiões é bastante difícil estabelecer as causas da morte dos canários, mas na maioria das vezes tem origem no uso de práticas incorrectas.
Seguindo os conselhos que adiante demonstro, conseguiremos reduzir em grande percentagem o número de baixas.
A mortalidade pode ocorrer antes do nascimento (aborto) ou logo que o jovem pássaro se tenha libertado da casca do ovo.
ABORTOS.
A morte do embrião, pode acontecer nos primeiros dias da incubação, numa etapa intermédia ou nas proximidades do nascimento.
As alterações cromossómicas, a presença dos pesticidas, medicamentos ou toxinas e as infecções transmitidas pelos pais são causas suficientes para que o embrião morra a poucos dias para começar a incubação.
A morte num período intermediário do desenvolvimento pode ser devido a uma má nutrição dos pais, os quais transmitiram aquelas deficiências aos filhotes. Assim temos a carência de vitamina como a D3, K, B2, B5, B6, B12, biotina, o ácido fólico e outras substâncias como o magnésio, fósforo e o ácido linoleico, etc., que podem ser responsáveis para mortes nessa etapa. Este deficit nutricional pode ser causado indirectamente ao se abusar de antibióticos, já que estes destroem a flora digestiva capaz de sintetizar algumas das substâncias anteriores nos intestinos dos progenitores.
As infecções víricas, bacterianas e fúngicas também podem ser indicadas como responsáveis nos abortos a esta altura.
Finalmente a morte do canário pouco antes de nascer pode ser devido à presença de genes letais ou de alterações cromossómicas. Recordemos que na ânsia de reparar e fixar as características relacionadas à raça dos canários com que se está a trabalhar recorremos com demasiada frequência à consanguinidade, com todos os efeitos indesejáveis que isso envolve.
O défice de vitaminas como a A, D3, e K, ácido pantoténico e fólico, ou as doenças infecciosas como “famoso ponto negro” são também responsáveis pela morte do embrião.
Ás vezes o recurso a práticas tão simples como colocar banheiras aos pais para aumentar a humidade do aviário podem evitar que o passarinho fique colado dentro do ovo, já que assim ele não se conseguirá virar para romper correctamente a casca e morrerá na tentativa.
MORTE APÓS O NASCIMENTO.
Em outras ocasiões a morte ocorre após o nascimento do canário.
Algumas das causas responsáveis são:
Abuso de antibióticos.
É prática habitual por parte de muitos canaricultores o abuso de antibióticos nos momentos precedentes à criação e durante a mesma. Com o pretexto da preparação para a reprodução os canários são bombardeados com cocktails antibióticos. Este mau uso dos medicamentos causa, em meu parecer, mais inconvenientes do que vantagens.
Os efeitos indesejáveis que aparecem são:
- Imunodepressão: verifica-se que determinados antibióticos, como os tetraciclinas, deprimem o funcionamento sistema imunológico dos pássaros, com o perigo consequente de poderem estes ficar infectados por todos os agentes infecciosos oportunistas.
- Aparecimento de resistência bacteriana: em certas ocasiões as doses aplicadas são inadequadas e são usadas durante um tempo inapropriado. Isto pode provocar que as bactérias se possam tornar resistentes a estes medicamentos, de tal maneira que quando nós necessitarmos realmente de os dar, eles já não servirão.
- Transtornos digestivos: com os antibióticos não somente eliminamos as bactérias perigosas como também as bactérias benéficas, sendo estas as encarregadas de fabricar as substâncias úteis para o organismo do canário como as vitaminas.
- Aparecimento de infecções fúngicas: as bactérias e os fungos estão em equilíbrio no intestino dos pássaros, razão pela qual a eliminação de um dos grupos favorece o crescimento excessivo do outro. Por exemplo, quando se abusam de tetraciclinas é fácil que apareça a candidíase.
- Alteração do desenvolvimento embrionário: algumas substâncias como as penicilinas, tetraciclinas, cloranfenicois e as sulfamidas foram comprovadas que interferem com o desenvolvimento normal do embrião. Embora a maioria das investigações tenham sido feitas em antibióticos antigos, como os mencionados anteriormente, não se rejeita que os novos antibióticos não sejam também perigosos. O razoável nestes casos seria usar com precaução os medicamentos em fêmeas que estão a pôr.
Hipo ou hipervitaminose.
Pequenas carências de vitaminas nas fêmeas podem ser aumentadas durante a reprodução, principalmente se estas efectuam várias posturas. É que os níveis adequados para um adulto podem ser insuficientes para uma fêmea que esteja na postura.
Actualmente é possível encontrar casos de hipervitaminose.
já que é habitual que os canaricultores acrescentem suplementos vitamínicos ás papas dos jovens que em geral já vêm comercializadas com os níveis necessários da vitamina.
Este excesso vitamínico é igualmente prejudicial, assim como a sua deficiência.
Preparação inadequada dos alimentos.
A grande maioria dos criadores dos canários usa geralmente alimentos húmidos para favorecer a alimentação dos passarinhos por parte de seus pais. O uso de sementes germinadas, de cus-cus ou da pápas húmidas pode ser prejudicial se não estiverem preparados correctamente ou se estiverem demasiado tempo ao alcance dos pássaros. É que as altas temperaturas e a humidade favorecem o aparecimento de fungos e bolores dos alimentos, não sendo estranho que os passarinhos de muitos aviários sofram de infecções como a candidíase.
Higiene Deficiente.
A época do nascimento dos jovens é um estágio de muito trabalho para o canaricultor, razão pela qual às vezes a higiene é um aspecto que se esquece mais um pouco. Isto favorece as infecções bacterianas intestinais que se traduzem nas diarreias dos passarinhos
Noutras ocasiões, com a intenção de manter mais quente o aviário produz-se uma má ventilação das instalações com os consequentes problemas respiratórios (dificuldade respiratória, sinusites, etc.) nas aves.
Estas são algumas das causas da mortalidade entre os canários jovens. Lamentavelmente não são as únicas mas somente aquelas que mais facilmente podem ser evitadas. Nas situações da perda de vida generalizada é aconselhável requerer os serviços de um veterinário perito em aves
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