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sexta-feira, 19 de março de 2010

RESPIRAÇÃO NAS AVES

RESPIRAÇÃO NAS AVES COMO FUNCIONA???


O sistema respiratório das aves tem pulmões rígidos de volume fixo e sacos aéreos complacentes. Os pulmões atuamcomo um local de trocas gasosas do sistema respiratório.
Sacos aéreos grandes de paredes finas originam-se de alguns brônquios secundários.
Um grupo cranial (sacos aéreos cervicais, clavicular e torácicos craniais) conecta-se aos brônquios secundários médio-ventrais; um grupo caudal (sacos aéreos torácicos caudais e abdominais) conecta-se aos brônquios secundários látero-ventrais e médio-dorsais e aos brônquios primários intrapulmonares. Todos os sacos aéreos são pares, exceto o clavicular; nas galinhas, patos, pombos e perus, há um total de nove sacos aéreos.
Os divertículos surgem de muitos sacos aéreos e penetram em alguns ossos.
Embora a maioria dos ossos em algumas aves sejam pneumáticos (mesmo os ossos do crânio e falanges distais no pelicano), o osso pneumático mais importante nas espécies domésticas é o úmero.
 O divertículo supra-umeral do saco aéreo clavicular estende-se dentro desse osso, e é possível para a ave ventilar seu pulmão através de um úmero quebrado. O volume de gás nos sacos aéreos é aproximadamente 10 vezes maior do que o dos pulmões, com o volume do sistema respiratório total atingindo 500 ml em galos grandes.
 Praticamente não ocorrem trocas gasosas nas paredes dos sacos aéreos.
As modificações do volume corporal são causadas por contracção dos músculos inspiratório e expiatórios, ambos activos e igualmente importantes (mesmo na ventilação em repouso).
As aves, ao contrário dos mamíferos, não possuem diafragma e os músculos esqueléticos da parede corporal fornecem energia para a modificação do volume do corpo. O volume corporal aumenta durante a inspiração por causa do movimento ventro-cranial do esterno e lateral das costelas.
O complexo esterno-coracóide fixa-se a espádua e a ponta do esterno desloca-se em arco, enquanto a ave respira.
Durante a inspiração, o volume corporal (torácico e abdominal) aumenta, o que diminui a pressão nos sacos aéreos em relação à da atmosfera e o gás desloca-se através dos pulmões para dentro dos sacos aéreos. Ao contrário, durante a expiração, o volume corporal diminui, a pressão nos sacos aéreos aumenta em relação à da atmosfera e o gás é forçado para fora dos sacos aéreos e de volta, através dos pulmões, para o meio ambiente.



Assim, o gás flui através dos pulmões da ave durante ambas as fases do ciclo respiratório.
O sistema de controle ventilatório actua no ajuste da quantidade e padrão ventilatório para adquirir uma constância relativa dos gases no sangue arterial em condições de repouso. Essa função parece ser exercida por influência de muitos impulsos de entrada aferentes, vindos tanto dos receptores periféricos como centrais, no oscilador respiratório central que, por sua vez, controla os neurónios motores que inervam os músculos respiratórios.
Durante o stress pelo calor em aves, a frequência respiratória aumenta de maneira acentuada, à medida que o volume respiratório diminui e, finalmente, ocorre polipnéia. A ventilação total em tais condições pode aumentar seis a sete vezes.
É espantoso o fato de que, em algumas aves (avestruz, galinha mestiça, perdiz, cegonha, marreco-de-pequim, pombo), essa acentuada alteração na ventilação total resulta em alteração nos gases e no pH do sangue arterial. Em algumas aves (galinha), a ventilação aumenta de forma acentuada durante a polipnéia, resultando em severa hipocapnia ealcalose.
As razões para as diferenças entre as espécies são desconhecidas.
O agrupamento neuronal respiratório, responsável pela acção rítmica dos músculos respiratórios, está no tronco cerebral, provavelmente na região da ponte e parte rostral do bulbo.
Devido à necessidade de um movimento ventro-cranial do esterno para que a ave modifique seu volume corporal no processo de movimentar os gases através dos pulmões, deve-se ser extremamente cauteloso para não conter uma ave de maneira que o movimento esternal seja impedido, ou ela não poderá ventilar seus pulmões adequadamente.
O controle da respiração parece estar directamente envolvido no grau de calcificação da casca do ovo. Sob condições de hiperventilação, como frequentemente acontece no stress pelo calor, são formados ovos de casca fina.
Durante procedimentos cirúrgicos em que a cavidade toracoabdominal é aberta (castração de frangos), os sacos aéreos são rompidos e a capacidade da ave para ventilar seus pulmões pode ficar seriamente comprometida.
 As aves têm um fator de segurança muito baixo para a maioria dos anestésicos e é fácil induzir parada respiratória.
Quando isto acontece, os pulmões podem ser artificialmente ventilados por delicada acção de bombeamento sobre o esterno, comprimindo e expandindo assim a cavidade toracoabdominal.
 O gás, então, irá deslocar-se através dos pulmões e as trocas gasosas poderão ocorrer até que a concentração do agente anestésico diminua e a respiração espontânea.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Diarreia nos Canários

"Um Caso a Ter em ATENÇÃO"

A Diarreia nos canários
A diarréia é um aumento no teor hídrico da porção fecal dos excrementos. A área pericloacal, a área que circunda o ânus, fica freqüentemente suja com fe zes acumuladas nas penas e na pele. As fezes podem conter bolhas, sangue ou muco e podem ficar fétidas. Em muitos casos, o proprietário da ave acredita que a ave apresenta uma diarréia quando na verdade apresenta uma poliúria (um au mento na urina nos excrementos).

Diagnósticos Diferenciais para· Diarréia
1. Infecciosos :

a) Bacterianos: bactérias Gram-negativas (Borrelia, Campylobacter, Citrobacter, Escherichia coli, Pasteurella, Salmonella, Yersinia, outras), bactérias Gram-positi vas (Clostridium, megabactérias, Mycobacterium, Streptococcus, outras).
b) Clamidiais: Chlamydia psittaci.
c) Micoplasmáticos: Mycoplasma.
d) Virais: adenovirose, astrovirose, calicivirose, coronavirose, enterite viral dos patos, enterovirose, hepatite com corpúsculos de inclusão dos pom bos (herpesvirose), influenza, doença de Marek, ortovirose, doença de Pacheco, parvovirose, poliomavirose, paramixoviroses 1, 3 e 5 (incluindo a doença de Newcastle) , OBPP, reovirose, rotavirose, doença causada por um agente semelhante a um togavírus, retrovirose (grupo leucosel sarcoma).
e) Fúngicos: Candida.
f) Parasitários: ascarídeos, Atoxoplasma, Capillaria, coccídios, Cochlosoma, Cryptosporidium, fascíolas, Giardia, Hexamita, Histomonas, Microsporum, Sarcocystis, solitárias, Toxoplasma, Trichomonas.

2. Metabólicos: hepatopatias. (Iipidose, hepatite), nefropatias, pancreatite, in suficiência pancreática.

3. Nutricionais: alteração dietética, malnutrição crônica, alimentos com baixo teor em fibras ou alto em gor duras, teor hídrico alto na dieta (fru tas, legumes e verduras).

4. Tóxicos: carbamatos, chocolate, colecalciferol, chumbo, nicotina, nitratos, organofosforados, sal, xampus, zinco.

5. Físicos: obstrução gastrointestinal, corpo estranho, hérnia abdominal, fecálitos, impactação com areia, pos tura de ovos iminente, atravessamento de oval peritonite.

6. Comportamentais: estresse.

7. Neoplásicos: papiloma cloacal.

8. Latrogênicos: antibióticos.

9. Não classificados: síndrome hemorrágica das ararinhas.

Sinais

As causas comuns de diarréia nos psitaciformes incluem clamidiose, ente ri te bacteriana, toxicose por chumbo ou zinco, ascarídeos e hepatopatias e, no caso das cacatuas e dos papagaios cinzen tos africanos importados, as fascíolas.

A doença de Pacheco, poliomavirose, reovirose e candidíase também constituem causas razoavel mente comuns nos psitaciformes.

Os canários e os passeriformes apresen tam comumente diarréia como resul tado de enterite bacteriana ou de coccidiose. A diarréia nos mainás e nos tucanos resulta comumente de hemocromatose, enterite bacteriana ou coccidiose. Os coccídios constitu em uma causa importante de diarréia nos pombos e nas aves de quintal.

As causas comuns de diarréia em aves jovens incluem enterite bacteriana, candidíase, poliomavirose e corpos estranhos gastrointestinais. Em geral, as aves jovens exibem sinais de infecção mais severos no caso de doenças parasitárias e virais.

As aves isoladas e as de coleções fechadas ficam comumente doentes devido a enterite bacteriana, toxicoses, hepatopatias, doenças nutricionais, neoplasias, candidíase e corpos estra nhos. Também se observam doenças bacterianas e virais crônicas (por exemplo, clamidiose, micobacteriose) e doenças com estados portadores.

As aves recém-expostas a outras aves ficam comumente doentes como resultado de doenças infecciosas, incluindo doenças bacterianas, virais e parasitárias. Isto resulta de um estresse e de uma exposição a uma doença infecciosa. As enfermidades que ocorrem em aves isoladas tam bém ocorrem em situações de grupo.
As más técnicas de manejo, tais como a falta de procedimentos de qua rentena, a compra de aves a partir de fon tes não familiarizadas e a má higiene, aumentam o alastramento das doenças infecciosas. As dietas deficientes podem aumentar a suscetibilidade a doenças.
Suspeitam-se de etiologias infecciosas e tóxicas quando muitas aves são afetadas.
A anamnese dietética importan te para uma ave com diarréia inclui o tipo da dieta, seu frescor.

As dietas com baixo teor em fibras, os alimentos ricos em gorduras e as dietas com um teor hídrico alto, por exemplo, abundância de frutas, legumes e ver duras, resultarão em fezes líquidas. O acesso irrestrito a areia pode resultar em uma impactação com areia.

Os ali­mentos embolorados ou anteriormen te afetados podem conter micotoxinas que podem causar hepatopatias. As di etasricas em gorduras (por exemplo, rações de sementes) e as dietas não balanceadas (deficientes em biotina, colina e metionina) podem levar a uma lipidose hepática.
Os fatores ambientais importantes incluem o acesso a toxinas poten ciais, higiene e a exposição a aves sil­vestres ou a vetores patológicos.
Porém em caso de diarréia, pro cure assistência veterinária, especializada em Aves, para um diagnóstico eficaz.

Cores que fiz este ano, de casais de Fife Fancy 2011

Alguns dos meus Casais de Fife Fancy 2010

Meus casais ASAS CINZA

Alguns dos meus FIFE FANCY Suplentes 2010

Alguns Canários Do Meu Grande Amigo David Silva...

Mais Alguns Canários Do Meu Gande Amigo David Silva....

Inseminação nos Canários

Evolução e cresimento de um Canário

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